Nota de desagravo aos investigadores, agentes e servidores da Polícia Civil de Mato Grosso

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A sociedade rondonopolitana vem sendo surpreendida nos últimos dias por notícias e acusações contra policiais civis no exercício de suas atividades ou porque simplesmente são integrantes da Polícia Civil.
Em 10 de agosto, membros da Polícia Civil, após meses de investigação, prenderam em flagrante vários empresários do setor de alimentação de nossa cidade envolvidos no crime de receptação de açúcar roubado, conforme amplamente divulgado pela imprensa.
Prisão que foi feita obedecendo todas as garantias legais dispostas no nosso ordenamento jurídico e que foi homologada pela magistrada que recebeu o auto de prisão em flagrante.
Ao serem os réus primários, foi concedida aos empresários citados a liberdade provisória, após requerimento formulado por seus respectivos advogados.
Em vez de serem parabenizados pelo ato de realizar a prisão de pessoas que estavam cometendo crimes contra o patrimônio, independentemente de terem ou não dinheiro, os policiais envolvidos naquela operação foram vítimas de uma Nota de Esclarecimento publicada na primeira página do jornal A TRIBUNA de 15 de agosto de 2012, em que são acusados de truculentos e corruptos por um dos presos cometendo crime.
Em 14 de agosto de 2012, o policial civil Ademar de Morais Bertolino transitava pela Rua Pedro Ferrer com sua esposa que havia recentemente dado à luz uma criança, e foi vítima de um acidente de trânsito envolvendo o veículo do médico Cleo Renato Santos, que tentou evadir-se do local e sequer prestou socorro àquela mãe ferida.
Embora tenha sido vítima de um “fechamento” pelo veículo do médico, conforme Boletim de Ocorrência lavrado no mesmo dia no CISC, o policial Ademar foi acusado pelo médico de tê-lo agredido, bem como de ter tentado esconder sua identidade.
Diante daquela acusação, o policial Ademar prestou os oportunos e necessários esclarecimentos, colocando em dúvida toda a versão apresentada pelo médico, principalmente a de que o policial havia tentado esconder sua identidade afirmando chamar-se Ademar, seu verdadeiro nome.
Não satisfeito com a acusação infundada, o médico valeu-se do seu poder econômico, prestígio pessoal e da instituição Rotary Clube de Rondonópolis para achacar o policial por meio de uma nota paga no jornal A TRIBUNA.
Por último, o policial civil Ademir Dias de Matos foi vítima de um assalto, aproximadamente às 17 horas do dia 15 de agosto de 2012, quando se encontrava no Posto Aldo Locatelli, na saída da BR-163, em Rondonópolis.
Ao sair do pequeno cubículo no qual foi mantido preso com outras nove pessoas durante quase um minuto, o policial Ademir deslocou-se imediatamente para fora, onde avistou uma motocicleta com duas pessoas suspeitas que, ao vê-lo, empreenderam fuga.
Imediatamente, o policial Ademir iniciou a perseguição àqueles dois suspeitos, que fugiram em direção à Vila Goulart na Rua que dá acesso a ponte do Rio Vermelho, onde, próximo ao Horto florestal, a moto virou à direita, enquanto o Policial virou à direita na rua seguinte.
Convicto de que as duas pessoas perseguidas por ele eram aquelas que vinham na motocicleta em sua direção, ao seu encontro, vislumbrando que o passageiro portava um objeto preto, que entendeu ser uma arma, fez como aprendeu na academia de polícia e, numa ação de defesa, desferiu dois disparos para fora.
Após os disparos, a motocicleta em que trafegavam os dois suspeitos foi abordada pelo policial Ademir, que efetuou a prisão dos dois, estando um deles ferido.
Toda a perseguição foi testemunhada por um colega de Ademir, que estava no carro com ele e confirmou toda a história à polícia.
Após a prisão, os dois suspeitos foram conduzidos ao CISC, onde a delegada de plantão entendeu por prendê-los em flagrante delito por participação em crime de roubo.
Atendendo pedido do advogado dos suspeitos, a Juíza da Terceira Vara Criminal de Rondonópolis relaxou o flagrante, por entender que o mesmo não obedecia ao estabelecido no artigo 302, Código de Processo Penal.
Ressalte-se que o ato da magistrada de relaxar o flagrante não significa que os suspeitos são inocentes, mas tão somente que a prisão foi feita em desacordo com a regra do CPP.
Em vez de obter o reconhecimento por ter agido em defesa da sociedade, ao prender dois suspeitos de terem participado de um crime de roubo, o policial Ademir passou a ser vítima de ataques ferozes do advogado de defesa dos suspeitos.
Advogado que, diga-se, responde vários inquéritos na Polícia Civil e na Polícia Federal. Responde, ainda, por crime de calúnia praticado contra um respeitado Juiz de nossa cidade. Teve, também, seu nome citado por um envolvido em um crime de latrocínio ocorrido no município de Pedra Preta (Inquérito n. 249/2010, por calúnia, no Cisc; Inquérito 234/2012 na Delegacia Especializada de Roubos e Furtos por APROPRIAÇÃO INDÉBITA; processos criminais números 6261-54.2010.811.0064, Código: 335445, e 4274-12.2012.811.0064 Código: 606456, ambos em trâmite na Segunda Vara Criminal de Rondonópolis).
Destaca-se que todos os inquéritos e processos contra o advogado estão em fase de investigação ou de produção de prova, e que ele merece o benefício da dúvida como prevê nossa Constituição Federal.
Benefício da dúvida que aquele advogado nega ao policial Ademir que estava apenas cumprindo seu dever, ao prender dois suspeitos de participação em um crime de roubo.
Esses fatos narrados servem para retratar uma situação esdrúxula que estamos vivendo: policiais no desempenho de suas funções ou até vítimas de acidentes corriqueiros são tratados pior do que bandidos.
Está havendo uma inversão de valores que deve ser repelida pela sociedade e pelos meios de comunicação. As coisas devem ser recolocadas em seus devidos lugares: policial é policial, bandido é bandido, para parafrasear o cantor Falcão.
O SIAGESPOC – SINDICATO DOS INVESTIGADORES, AGENTES E SERVIDORES DA POLÍCIA CIVIL – vem por este meio colocar-se inteiramente à disposição da sociedade; na defesa dos policiais injustamente achacados e da atividade policial como essencial para garantia da paz social e imprescindível para coibir a criminalidade em nossa cidade.

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