Virava dia

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Dormi sentindo frio
Sonhei que em pesadelo estava
Sentado num banco de areia
Bem no meio do leito do rio
Via assoreamento e não decorava
Pense numa agonia mais feia.
Quantas máquinas trabalhando
Quando a noite virava dia
Causando um estrago danado
Bichos desesperados árvores tombando
Quanto sofrimento nessa travessia
Num quadro lindo não censurado.
Levantava dali e saia andando
Não havia mais agua pelo caminho
Apenas barranco desfigurado
Em sacrifício me vi chorando
Saltava galhos na consciência espinhos
Sobra de ninhos de guacho esmagado.
Então acordei gritando
Pedindo para desligar o motor
E suspendesse aquela ação
Meus olhos em lágrimas sangrando
Faça isso, por favor,
Em nome desta nação.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar – Email: [email protected]

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