

Estimados, e curiosos, leitores da Coluna mais nostálgica da terra de Rondon e Otávio Pitaluga, chegou o momento de revelar a foto do Túnel do Tempo desta semana!
Poucas instituições de ensino carregam tanta história e simbolismo para Rondonópolis quanto a Escola Estadual Marechal Dutra, fundada em 1953 e reconhecida como a primeira escola estadual do município. Entre 1965 e 1972, o prédio da Marechal Dutra também abrigou, em caráter de empréstimo, a Escola Técnica de Comércio — atual EEMOP.
Somente em 1972, com a inauguração da Escola Estadual Major Otávio Pitaluga, localizada em frente à Avenida Amazonas e ao lado da Praça Brasil, os cursos técnicos passaram a ser ofertados em sua nova sede. Esse período marcou a consolidação da Marechal Dutra como referência educacional e como o espaço que ajudou a moldar gerações de rondonopolitanos.
Ao longo de mais de sete décadas, a Escola se tornou um verdadeiro pilar da educação pública local. Nos primeiros anos, funcionava em instalações simples, mas já atraía famílias que buscavam qualidade no ensino. Com o crescimento da cidade, acompanhou o ritmo e transformou-se em um ambiente de convivência e aprendizado que deixou marcas profundas na memória de milhares de estudantes.
Em 2021, após anos de reivindicações da comunidade escolar, a unidade passou por uma ampla reforma e ampliação, com investimento superior a R$ 4,4 milhões da Secretaria Estadual de Educação. As melhorias trouxeram salas climatizadas, quadra coberta, refeitório moderno e rampas de acessibilidade, tornando o espaço mais acolhedor e adequado às demandas atuais.
No ano seguinte, foi reconhecida como unidade modelo da rede estadual, símbolo de modernização e valorização da educação. Já em 2023, aderiu ao modelo cívico-militar, ainda a ser implantado, reforçando valores de disciplina e cidadania sem perder de vista sua essência histórica.
Hoje, a Escola Marechal Dutra representa a união entre passado e futuro. É uma instituição que preserva sua memória, honra sua tradição e, ao mesmo tempo, se reinventa para continuar sendo referência na formação de jovens em Rondonópolis. Mais do que uma escola, é um patrimônio vivo da cidade, guardando histórias que atravessam gerações e inspiram novas conquistas.
Bolas Cheias
Mais uma vez, nossos leitores, entre eles muitos detetives, mostraram que memória e curiosidade são ingredientes indispensáveis para desvendar os mistérios do “Túnel do Tempo”.
A Lucielene Barros não teve dúvidas: “Esse é o Marechal Dutra, antigo grupo escolar Major Otávio Pitaluga, onde fiz o quarto ano primário e a Arolda era a diretora. Fica entre as ruas Afonso Pena e Poxoréo. Era a única escola que tinha o mapa do Brasil na parede.” Gol de placa da nossa seleta leitora!
O Joel Colecionador não deixou por menos: “Esse prédio é no Colégio Marechal Dutra e aí funcionava o Grupo Escolar Major Otávio Pitaluga, depois construíram o prédio novo perto da Praça Brasil. Foi no mandato do Zanete Cardinal em 1970, se não me engano.” Só errou o ano que foi em 1972, mas está correto o Joel e vai para a cumbuca.
“Esta escola se chamava Major Otávio Pitaluga, hoje é a Escola Marechal Dutra. Minha Tia Arolda Dueti foi diretora lá”, cravou o Sergio Landim. Ótima lembrança da pioneira professora Arolda Dueti.
O Victor Alexander, filho do professor Jerry Mill, escreveu: “A escola pioneira do desafio desta semana é a Marechal Dutra. Minha mãe, Clene Morais Alves, me conta que estudou nela na adolescência. Já o meu pai, na mesma época, estudou na Escola Dom Vunibaldo, por estar mais perto da casa dele. Eles dizem ter saudades dessa época. Já eu, fui da EEMOP. Bons tempos também!”. Bate um bolão esse moço!
Outro catedrático na resposta foi o servidor público estadual Edvaldo da Silva Gusmão: “Grupo Escolar Major Otávio Pitaluga. Funcionou onde funciona hoje a Escola Estadual Marechal Dutra.”
Bolas Murchas
Aqueles que escorregaram na hora do chute. E foram alguns, para dividirem o troféu, não tão cobiçado assim, do “Bola Murcha”.
João Victor Oliveira chutou como Escola La Salle, mas a bola acabou indo pra fora. Gabriel Florindo e Késia Paula juraram que era o Sagrado Coração de Jesus e chutaram na arquibancada.
Sílvia Maria Ferreira toda convicta mandou essa: “Oia eu aqui! A foto do colégio na coluna do Matraca de hoje é o Sagrado Coração de Jesus. Fiz a 5° série nessa escola há muito tempo.” Dessa vez a memória pregou uma peça na Sílvia.
Adimar e José Balbino acreditaram que a resposta era para a EEMOP, mas confundiram o empréstimo do prédio com a escola definitiva. A bola bateu na trave e saiu. Já o palpiteiro de plantão Reinaldo Aguiar, ficou no meio do caminho, quase acertou, mas se enrolou na localização. A bola murchou no último lance.
Semana que vem tem mais desafio, mais palpites e, claro, mais bolas cheias e murchas!

O sorteio do acertador
Com a cumbuca matraqueana girando – sem os bolas murchas, é claro!!! – o premiado de hoje é o Victor Alexander, filho do professor Jerry Mill. Não sabemos se ele é bom de inglês, como o pai, mas demonstrou conhecimento sobre os fatos históricos de Rondonópolis. O seu vale-brinde está na recepção do A TRIBUNA, para um delicioso prêmio do nosso parceiro CUPIM NA TELHA.



