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Olá, caros leitores matraqueanos que adoram um grande desafio! Chegou a hora de revelar o mistério da foto antiga no nosso Túnel do Tempo desta semana. A imagem que despertou lembranças, sorrisos e até um friozinho na barriga, em quem já atravessou com cuidado a dita cuja, foi nada mais, nada menos do que a famosa pinguela da Vila Cardoso, em Rondonópolis.

Essa ponte estreita, feita de madeira e sustentada por cabos de aço, cruzava o ribeirão Arareau e era o elo vital entre o bairro Bom Pastor e a então recém-criada Vila Cardoso em 1979. Mais do que uma estrutura funcional, a pinguela era um símbolo de uma cidade em crescimento, onde a simplicidade fazia parte do cotidiano. Por ali passavam moradores com sacolas cheias de frutas e verduras da feira, equilibrando o peso e a esperança de um almoço caprichado.

Crianças atravessavam com mochilas nas costas e pés ligeiros, indo ou voltando da escola, muitas vezes correndo como se a ponte fosse parte de uma brincadeira. Ciclistas se arriscavam com suas “magrelas”, empurrando com cuidado para não desequilibrar, e até os mais corajosos tentavam cruzar pedalando — nem sempre com sucesso, diga-se de passagem. A pinguela era o atalho da vida real, onde cada passo exigia atenção e cada travessia rendia história.

Embora não se saiba ao certo quem a construiu, ou quando exatamente ela surgiu – antes de sua construção para acessar a Vila Cardoso tinha que dar a volta pela ponte de madeira da rua José Barriga – a pinguela ficou marcada na memória afetiva da cidade. Com o tempo e o crescimento urbano, ela deu lugar a uma ponte de concreto — mais segura, é verdade, mas sem o mesmo “charme rústico”. Para os mais antigos, a pinguela representa uma Rondonópolis mais simples, mais comunitária, onde o progresso ainda andava de chinelo e o ribeirão era testemunha silenciosa da vida que fluía nas duas margens.

E como esquecer dos casais de namorados que cruzavam a pinguela, às vezes levando a namorada de volta pra casa, às vezes indo à festas de mãos dadas, com o coração acelerado e os passos sincronizados com o barulho da água correndo lá embaixo!!!. Era travessia com emoção, e com o cuidado de não deixar o romantismo escorregar entre as tábuas. Virge Santa!!

Hoje, para os moradores mais antigos, ela é lembrada com carinho como parte de uma Rondonópolis mais rural, mais comunitária, onde cada travessia era uma história e cada passo sobre a madeira era um capítulo da vida. A pinguela não apenas ligava margens — ela conectava pessoas, afetos e memórias.

E se tem uma coisa que nossos leitores sabem fazer bem é investigar o passado com precisão e emoção. Quando a imagem da pinguela apareceu na Coluna de terça-feira no A TRIBUNA, o Zap do Matraca virou ponte aérea de palpites, teve gente que atravessou com firmeza, outros com medo, e alguns que quase caíram no ribeirão da dúvida, mas todos com muito carinho pela história.


 

Vamos aos Bolas Cheias

O Joel Colecionador foi logo puxando o fio da memória e cravou seco: “Essa ponte era na Avenida Marechal Dutra, indo pra Vila Cardoso. Inaugurada na gestão do Dr. Walter de Souza Ulysséia.” O Joel não coleciona só figurinhas, coleciona datas e gestões!

Antônio Raymundo veio em caixa alta, como quem grita do outro lado da pinguela: “ERA NA AV. MAL. DUTRA QUE LIGAVA À VILA CARDOSO.”
A Vânia Mara trouxe emoção e um pouquinho de adrenalina: “Eu morava na Vila Cardoso quando criança, gostava de atravessar a ponte, mas tinha medo kkkk.”

O Emerson Marrom foi direto ao ponto: “Pinguela da Vila Cardoso.”
“A pinguela ligava o Bairro Bom Pastor/Pioneiro à famosa Vila Cardoso, loteado pelo Sr. Urbano Cardoso”, escreveu o Dom Auro com convicção.
Aparecido Severo Reinaldo ampliou o raio da travessia: “Ligava o bairro Santo Antônio à Vila Cardoso.” Essa pinguela era quase rodovia estadual!
O Carlos Juvino, o Carlinhos Motocross, acelerou na lembrança: “O desafio desta semana é a rua Marechal Dutra no bairro Bom Pastor que conectava a Vila Cardoso.” Só faltou dizer que atravessava de moto, competência para isso ele tem de sobra.

E o cartográfico Adimar emendou: “Ficava na Avenida Marechal Dutra, ligando a região central a Vila Cardoso.”
José Balbino cheio de certeza disparou lá da Vila Aurora: “Com certeza é a ponte da Avenida Marechal Dutra, que liga os bairros Vila Cardoso ao Jardim dos Pioneiros/Vila Santo Antônio.”

Lá do Rio de Janeiro o Lelo Carioquinha, que não sai do Maracanã (todo jogo do Mengão ele aparece na telinha), misturou ponte com poesia e um toque carioca: “Ponte móvel entre a rua Marechal Dutra e a Vila Cardoso… O Rio de Janeiro está sempre maravilhoso e lindo, mas muito perigoso”.
Sílvia Maria Ferreira voltou com tudo: ““Olha eu aqui palpitando de novo! A pinguela existiu há muito tempo na Marechal Dutra para a Vila Cardoso.”
E a lista de acertadores segue com: Jurandir Bezerra, Ivan dos Reis Sales, Hélio Mariano, José Silva, João Fontoura, Hermelindo Silva…e segue a lista — todos ajudando a construir essa ponte de memórias.

Bolas Murchas

Mas nem tudo são flores, ainda tivemos os palpites dos nossos “bolas murchas” da rodada: O Arildo Barbosa apostou na José Barriga e no Jardim Brasília, dando uma misturada legal. O colega de jornalismo Cristovão Baco Baco mirou no Jardim Primavera com Avenida Brasil e chutou bem longe. E o leitor e palpiteiro de carteirinha, Anísio Dias, foi até nostálgico e poético: “Se eu não estiver errado, ficava na 13 de Maio ligando o centro à jovem Vila Aurora. Passei muito aí, indo e vindo da Coopharondon.” O Anisio dava muitas voltas, então, para chegar ao seu destino. Ka, ka, ka… Brincadeirinha!! Errar é humano, mas lembrar com carinho é divino!

O palpiteiro ganhador

Pois é, apesar do difícil teste, muitos foram os acertadores e a cumbuca matraqueana girou recheada de nomes. E o acertador sorteado, que vai levar para casa um exemplar do Livro Memórias Vivas de Rondonópolis – e aí é que vai acertar todas no Túnel do Tempo – é o Carlos Juvino, o Carlinhos Motocross, que acelerou na lembrança e ganhou mais uma… Ele pode passar na recepção do A TRIBUNA e pegar o seu brinde.

 

 

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