

Olá, caros e estimados leitores desta memorável coluna! Nossos três personagens da semana, no “Túnel do Tempo”, deram o que falar e trouxeram boas recordações aos nossos palpiteiros investigadores.
Na década de 1940, os caminhos poeirentos do sul de Mato Grosso começaram a receber personagens que, com coragem e visão, ajudariam a moldar o futuro de Rondonópolis. Entre eles, destaca-se esse trio de imigrantes libaneses cujas trajetórias são marcadas por ousadia, trabalho árduo e um sonho ambicioso: trabalhar na construção de uma cidade que dava seus primeiros passos rumo ao desenvolvimento.
De mascate a carregador de sal, comprador de diamantes e bois, dono de olaria e máquina de beneficiamento de arroz, José Salmen Hanze, carinhosamente conhecido como Zé Turquinho, foi um verdadeiro benemérito urbano. Chegou a Rondonópolis na década de 1950 e, movido pelo desejo de ver o lugarejo crescer, após adquirir uma vasta extensão de terras, doou áreas valiosas para fins públicos. A chegada de seu irmão Nazih Melhem Hanze, em 1952, e posteriormente de seus sobrinhos José Youssef Merhi e Naim Charafedine, fortaleceu ainda mais sua rede de apoio. Juntos, eles consolidaram uma presença libanesa marcante na cidade, contribuindo para o comércio, a urbanização e a memória viva de Rondonópolis.
Sua contribuição mais emblemática foi o terreno onde se ergue a Santa Casa de Misericórdia, marco de solidariedade e saúde para a população. Zé Turquinho não apenas construiu espaços — ele construiu possibilidades.
Naim Charafeddine, outro nome de peso na história local, destacou-se como pecuarista e desbravador agrícola, na histórica Fazenda Libanesa, na saída para Cuiabá, hoje região do Posto da Polícia Rodoviária Federal.
Foi o primeiro a plantar soja no cerrado mato-grossense, antecipando o potencial produtivo da região muito antes da chegada das tecnologias modernas. Sua visão pioneira abriu caminho para o agronegócio que hoje sustenta boa parte da economia local.
Youssef Merhi, o popular José Sobrinho, por sua vez, deixou sua marca como comerciante e empreendedor exemplar. Com trabalho incansável e profundo respeito pela comunidade, tornou-se referência de integração cultural e desenvolvimento econômico. Sua trajetória representa a força da imigração libanesa e o papel vital que ela desempenhou na construção social de Rondonópolis.
Esses três homens não apenas viveram em Rondonópolis — eles a transformaram. Seus nomes ecoam como símbolos de coragem, generosidade e visão e inspiram novas gerações a acreditarem que o futuro se constrói com trabalho, união e propósito.
Os Bolas Cheias
A turma da velha guarda marcou presença no “Túnel do Tempo” desta semana, atraída pela foto histórica e muita rica de belas recordações.
O Dr. Pedro Pereira Campos, que já é craque em pioneirismo por Itiquira e Rondonópolis, mandou um zap matador logo cedo: “Naim Chatafedine, Jose Youssef Merhi (José Sobrinho) e José Salmen Hanze (Zé Turquinho). Pioneiros e benfeitores.”
Amélia Stefanini, que parece ter doutorado em história local, escreveu com categoria: “Esse túnel do tempo reúne pioneiros de origem libanesa que abraçaram Rondonópolis como terra natal: José Salmen Hanze (Zé Turquinho), Naim Charafeddine, José Youssef Merhi (José Sobrinho).”
O Joel Colecionador que há tempos não palpitava por aqui emendou essa: “Esses são os libaneses que ajudaram muito o crescimento de Rondonópolis: José Youssef Merhi (Zé Sobrinho), José Salmen Hanze. (Zé Turquinho) e Naim Charafeddine. Sou o campeão da coluna do Matraca. Liderei essa Coluna por mais de 10 anos.” É um moço muito modesto esse nosso Colecionador!
O Antônio Raymundo foi bem didático: “José Sobrinho de bigode preto, fundador do Bairro Monte Líbano, Zé Turquinho ou José Salmen Hanze, de cabeça branca, fundador da Vila Salmen ou Cidade Salmen, e Naim Charafeddine da Fazenda Libaneza, próxima a Polícia Rodoviária Federal.”
“O Brasil e Rondonópolis são uma maravilha! Onde os libaneses, sírios e palestinos são turcos sem terem vindo da Turquia. Esses são José Sobrinho, José Turquinho e Naim Charafeddine. Tudo gente boa!” Anotou o Reinaldo Aguiar.
O Elizeu Taxista disparou essa: “José Sobrinho, José Turquinho e Naim Charafeddine. Eu engraxei muitos os calçados do Naim Charafeddine, na casa dele na Rua 13 de Maio, era meu compromisso de todos sábado de manhã e eram muitos calçados com algumas botas. Tudo regado de pão de queijo e café com leite.”
Dr. João Roberto Ziliane, um grande mestre do direito e também pioneiro da nossa cidade escreveu no E-mail: “José Salmen Hanze (Zé Turquinho), pioneiro libanês que chegou à cidade nos anos 1950. Foi um grande benemérito, doando terrenos urbanos, incluindo a área onde foi construída a Santa Casa de Misericórdia. Sua generosidade impulsionou o crescimento urbano da cidade.
Nain Charafedini, também libanês influente, atuou como pecuarista e foi o primeiro a plantar soja no cerrado, marcando o início da agricultura moderna na região. Zé Sobrinho, reconhecido empreendedor do setor imobiliário, teve sua trajetória eternizada no centro cultural que leva seu nome. Esses três libaneses foram fundamentais para a pujança econômica e o progresso de Rondonópolis.
E os craques que também acertaram: Kátia Louise, Ednaldo Aguiar, Clocy Campos Pires, Ricardo Carvalho (ex-vereador e filho de Leonésio, outro ex-vereador), Mauro Andrade, Leonésio Nunes, Osório Moto Táxi, Gildo Moura, José Luis Tavares, Maria Helena Fontoura, Ana Rúbia Cardoso…e seguem a lista dos muitos palpiteiros que fizeram questão de prestarem homenagens a essas três grandes personalidades da nossa Rondonópolis.
Bola Murcha
E fomos premiados com um “Bola Murcha”, mas que quase acertou: “Sr Naim Charafeddine, Zé Turquinho e Elias”, palpitou o João Moraes Júnior, que deu uma derrapada na curva da memória e errou de libanês, apostando no Elias, outra(s) grande(s) personalidade(s) dessa colônia de pioneiros. Como ele não escreveu o sobrenome, não sabemos se ele se referiu ao Elias Farah ou ao Elias Zaher, que mais recentemente também deixaram saudades e merecem citações na nossa história.
O ganhador do sorteio

E a cumbuca matraqueana recheada de nomes de ilustres palpiteiros acertadores, girou…girou e girou. E o sorteado da vez foi a nossa ilustre ex-vereadora Amélia Augusta Stefanini, que pode pegar na recepção do A TRIBUNA o seu vale brinde para saborear um belo prato no nosso parceiro CUPIM NA TELHA.
E pode levar um acompanhante, Amélia… que pode ser até o matracoso aqui. Ka, ka, ka…vai que cola, né!!!



