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Olá, meus queridos e animados leitores desta Coluna que é pura energia e curiosidade! Depois de um fim de semana e ontem com um calor de rachar coco — daqueles que fazem até o ventilador pedir arrego — voltamos com tudo para lançar mais um desafio que vai fazer os neurônios sacudirem.

Na fotografia da semana, no “Túnel do Tempo”, com aquele charme nostálgico em tons amarelados e avermelhados típicos dos anos 1980, temos três figuras pra lá de especiais. Eles não só marcaram época, como também ajudaram a transformar nossa querida Rondonópolis, que lá em 1953 começava a dar seus primeiros passos largos após a tão sonhada emancipação política, num lugar cheio de histórias e promessas.

Com coragem, visão de futuro e um espírito empreendedor de dar inveja, esses imigrantes vieram de longe, aprenderam rapidinho a falar nosso português com sotaque de sucesso e, olha… ganharam “dineirinho”, faturaram bem!

E pra dar mais aquela mãozinha aos nossos detetives de plantão, lá vão mais dicas: os três são da mesma família e deixaram seus nomes gravados em cantinhos e logradouros públicos da nossa amada terra de José Rodrigues e Otávio Pitaluga.

Agora vem a pergunta que vale ouro (ou melhor, vale cupim!): quem são esses três pioneiros desbravadores?

Nada de mais pistas porque já está mais doce que mamão com açúcar. O desafio está lançado! Se você já tem um palpite, manda pra gente no WhatsApp (66) 99984-0796 ou, se preferir, pelo e-mail [email protected].

E o prêmio? Ah, é de fazer o estômago cantar de alegria: um prato delicioso para duas pessoas, cortesia do nosso queridíssimo parceiro Cupim na Telha, o cantinho mais charmoso da avenida Ponce de Arruda!

Mas corre que o tempo voa! Você tem até às 13h de amanhã, quarta-feira, pra mandar seu chute certeiro. Queremos ver essa cumbuca matraqueana fervilhando de palpites!

Boa sorte, e bom apetite, aos queridos palpiteiros! E não queremos condecorar nenhum “Bola Murcha”.


CANTINHO CULTURAL
(Roberto Barcelos)

Minha Rondonópolis

Quando aqui nasci,
Eras ainda adolescente:
Pacata e empoeirada,
Uma menina complacente,
Pujante e assediada.
Banhava-me no Arareau,
Corria em descalças ruas,
Encontrava o Cibalena
E ria de graças suas.
A Maria Sete Voltas,
Sempre emperiquitada,
Era modelo de si mesma,
Volta e meia espevitada.
Do índio Malagueta
As crianças tinham medo,
Mas ele só atiçava
Para ver o desenredo.
Quantas lembranças boas
Vividas lá na infância:
Os carros de bois na praça,
Carregados de esperança,
E os pequenos caminhões
Que traziam as mudanças.
Agora te vejo assim,
Com enormes edifícios,
Em um vai e vem frenético
Que parece não ter fim.
Espero que nunca esqueça
O que já foste para mim.

 

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