
Olá, caros leitores/investigadores da nossa memorável coluna “Túnel do Tempo”! O enigma da semana foi realmente de esquentar a cachola — com direito a fumacinha e tudo mais! Parece que deu um apagão nos nossos mais esforçados palpiteiros de plantão, deixando a cumbuca matraqueana com pouquíssimo agito. Mas têm perdão, pois até para os detetives matraqueanos oficiais foi árduo o trabalho para identificar os digníssimos personagens da foto histórica — homens imbuídos do mais alto espírito filantrópico rotariano.
E vamos matar a curiosidade geral. Da esquerda para a direita, são eles: Milton Francisco Oliveira (Rei do Rádio), Eutímio Matos (pioneira Casa Matos), Décio Paes (Imobiliária Adriana), Leonir Silva (Gráfica União e depois Atalaia em Cuiabá), Wanderley Duarte (Advogado), farmacêutico José Moraes Filho (Beda) e Badih Dib ( Hotel Monte Líbano). E vamos na origem desta foto com o trecho abaixo:
Rotary Rondonópolis: Uma História Marcada pela Filantropia e o Nascimento da Santa Casa
Na efervescente década de 1960, marcada por transformações sociais e avanços humanitários, Rondonópolis testemunhou um marco histórico: a fundação do Rotary Clube local e o início da campanha para a construção da Santa Casa de Misericórdia — hoje, o principal hospital da região.
Um dos protagonistas dessa trajetória, de memória viva, é o Ari Scavassa, que foi ouvido recentemente pela Coluna. Ele, então gerente da agência do Banco Real, que chegou à cidade em 13 de novembro de 1967. Natural de Guararapes-SP, Ari iniciou sua carreira como office boy em 1955, no Banco da Lavoura, que mais tarde se tornaria o Banco Real S.A.. Após passagens por Cáceres e Cuiabá, chegou a Rondonópolis com espírito comunitário e sólida experiência rotariana.
Embora convidado a integrar o Lions Clube, decidiu fundar o Rotary Clube de Rondonópolis, inspirado por sua vivência anterior e pela companhia de amigos comprometidos com o bem comum. Com apoio do Rotary de Cáceres — especialmente do experiente rotariano Walter Fernandes Fidélis —, Ari reuniu nomes de destaque da sociedade local, entre eles Arlindo Ratto, Walter Ulysséia, Waldevino Alves, Alael de Matos…, para formarem a primeira diretoria.
Em 22 de maio de 1968, realizou-se a reunião festiva de fundação, com Walter Ulysséia como presidente e Ari como tesoureiro. A ocasião foi eternizada por uma carta de reconhecimento enviada pelo governador do Distrito 451, Taketoshi Higuchi.
Entre as primeiras ações do clube, destacou-se a campanha para a construção da Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis — um esforço coletivo que mobilizou a comunidade e se tornou símbolo de solidariedade e serviço. Ari, que retornou a São Paulo em 1970, guarda com carinho registros da época e reconhece que, mesmo sem sua presença, o Rotary teria nascido — mas se orgulha de ter sido parte essencial dessa história.
Hoje, aposentado, Ari desfruta da tranquilidade em Guararapes-SP e relembra com carinho os amigos que fizeram parte dessa jornada — e também os que já partiram — deixando um legado de dedicação a Rondonópolis. Seu relato é mais que memória: é testemunho de que o espírito de servir pode transformar comunidades e construir instituições duradouras.
Um dado interessante, é que Rondonópolis na época, segundo registros oficiais, tinha 25.038 pessoas residentes na zona urbana e 53.117 na zona rural, mais que o dobro. O que retrata e aponta que a riqueza do município era, em grande parte, produzida nas colônias.

Bola cheia
Foi difícil…mas temos um campeão do Túnel do Tempo desta semana! Sergio Landim Dueti não só acertou os nomes como fez isso com a elegância de quem conhece a árvore genealógica da cidade de cor. Filho do pioneiro Ogeval Dueti Silva (Geva) e sobrinho da lendária professora Arolda Dueti, ele mandou ver: “O primeiro é Milton, o segundo Eutímio Matos, depois Décio, Leonir, Wanderley, Beda e Badih Dib.” Sete nomes, sete acertos, nem deu trabalho para a cumbuca matraqueana, ficou com o prêmio da semana.
Se fosse jogo de dardos, ele teria cravado todos no centro!
Como único acertador dos sete nomes, o Sergio Dueti é o ganhador do prêmio e pode passar na recepção do A Tribuna para fazer a retirada: Um Exemplar do Livro “Memórias Vivas de Rondonópolis”. Ele vai ficar mais cobra ainda sobre a história da nossa cidade.
Bolas quase cheias
Eles chegaram perto, mas a trave foi impiedosa…
Ednaldo Aguiar deu aquela zapeada quase certeira e reconheceu três figuras do túnel: “José Wanderley Garcia Duarte, Beda e Badih Dib”. Um trio de respeito, mas ainda faltaram quatro para fechar o álbum.
A Lú Barros também fez bonito, mas tropeçou nos nomes como quem tenta lembrar senha de Wi-Fi antiga: “O primeiro é o Carlos Eloy, o segundo não lembro, o terceiro era dono de imobiliária (não lembro o nome), o quarto não sei, o quinto é o Dr. Wanderley, marido da Clotilde Fagundes, o sexto é o Beda Moraes, o sétimo é o Badih Dib.” Quase lá, Lú! Só faltou um empurrãozinho da memória.
O Antonio Raymundo veio com tudo, estilo telegrama nostálgico: “Milton do Rei do Rádio, o segundo não lembro, Décio da antiga imobiliária Adriana, o quarto não lembro, Dr. Wanderley advogado, Beda, irmão do João Moraes da farmácia, e o Badih Dib do Hotel Monte Líbano.” Com esse nível de detalhe, só faltou lembrar de dois! Palmas para o Antônio pelo esforço!
E no apagar das luzes, no fechamento da coluna chegaram dois palpiteiros respeitáveis: Um foi o áudio zapeano do nosso leitor assíduo, Reinaldo Aguiar, direto da zona rural, acertando os nomes dos personagens Wanderley Duarte, Badih Dib, Leonir, Décio e apostando que o segundo da direita para a esquerda é Altair Matos. Quase lá meu amigo Reinaldo!
O outro palpite no zap zap foi do pioneiro bioquímico dr. Gastão de Matos que citou, acertadamente, os nomes de cinco antigos companheiros rotarianos e confessou que “não reconheci o ponta direita e o ponta esquerda…”, parecendo até o Telê Santana, memorável treinador da seleção brasileira que parecia não gostar de pontas, sendo ele mesmo um grande ponta do futebol brasileiro. E mais tarde, para complicar o seu palpite, ainda tentou uma segunda chance: “Acho que o ponta direita é o Getúlio Balbino…”.
Dr Gastão vai ter que prestar contas depois é com os seus companheiros Milton do Rei do Rádio e Badih Dib. Ka, ka, ka…
E sem perdedores esta semana, né caros leitores, pois mesmo não acertando os sete nomes, nenhum dos palpiteiros merece ficar com o troféu “Bola Murcha” da semana pelo esforço nas pesquisas desses nomes históricos da nossa Rondonópolis.



