

Olá, queridos e incansáveis leitores desta coluna matraqueana, a mais curiosa e destemida da cidade mais vibrante do interior de Mato Grosso — onde até o sol parece bater ponto com entusiasmo!
Para os nossos detetives de memória afiada e olhos de lince, o “Túnel do Tempo” traz hoje uma relíquia fotográfica da gloriosa década de 1970, direto da nossa sempre prestimosa, generosa e quase milagrosa Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis. Na imagem, um grupo de rotarianos valorosos posa com orgulho — alguns ostentando calças boca de sino que, convenhamos, poderiam abrigar uma pequena família em cada perna. Era moda, gente. E moda é coisa séria!
Todos estão radiantes, celebrando o funcionamento do hospital que, com muito suor e solidariedade, cumpria à risca o lema rotariano de “Dar de Si sem Pensar em Si” — o que, cá entre nós, é bem mais fácil quando se está cercado de amigos e boas causas.
O desafio da vez? Identificar esses ilustres cidadãos que representam os mais diversos segmentos da sociedade da época. Vale tudo: puxar conversa com a turma da velha guarda, consultar os arquivos da memória (ou da gaveta), recorrer aos mais antigos rotarianos da cidade — e, se nada disso funcionar, quem sabe até jogar uns búzios para ver se ajudam! Vamos fazer esta viagem na nossa história!
Desafio está lançado, quem souber os nomes não perca tempo. Envie seu palpite até as 13h de amanhã, quarta-feira, pelo WhatsApp (66) 99984-0796, ou pelo e-mail [email protected].
Para o vencedor ou vencedora, temos como brinde especial, um exemplar do livro Memórias Vivas de Rondonópolis. Que vem bem a calhar com o desafio de hoje.
Boa sorte aos nossos palpiteiros de plantão, e aos estreantes também, e que a cumbuca matraqueana esteja batendo o recorde de nomes para o nosso sorteio.

Falando em memórias, trago aqui nesse nobre espaço, uma crônica-poema de autoria de Celso Fernandes Farias (in memoriam), filho de Rosalvo Farias, o primeiro prefeito nomeado de nossa cidade, que exerceu seu mandato entre 1º de janeiro de 1954 e 1º de janeiro de 1955.
LEMBRANÇAS
Lembro-me de ti, com saudades, Rondonópolis.
Tuas ruas descalças, os bois na Praça dos Carreiros, tua sociedade em formação. Lembro-me das dificuldades que enfrentaram os pioneiros, até a fase de urbanização. A primeira luz mercúrio, o primeiro clube, onde reuniam as pessoas que acreditavam em ti. Lembro-me do paralelepípedo ao asfalto.
Lembro-me das missas aos domingos. As pessoas se reuniam na praça, como se fossem para festejar tua vida comunitária. O primeiro cinema, onde filhas respeitáveis bolinavam discretamente com rapazes também respeitáveis. Lembro-me que já foste a Rainha do Algodão, do Arroz… tudo que plantarem dá, pois, teu solo é fértil, como foi para as famílias que cresceram em ti.
Lembro-me dos circos. Dos elefantes que bebiam água do rio Arareau. Lembro-me até da canoa para Vila Aurora. E com tanta saudade no peito, lembro-me agora, que já não és tão minha como foste no passado, mas, os teus dias de criança, eu jamais esquecerei. Lembro-me que hoje és a princesinha do sul mato-grossense graças a tua posição estratégica e da estratégia dos homens que te construíram.
Lembro-me também que agora já tens prédios, indústrias, uma rica pecuária e uma agricultura forte.
Contudo, só espero que não esqueças tanto, e percas o semblante da menina que um dia fostes para mim.




Lindo poema, como mineira, sinto orgulhosa de morar aqui, desde 1982, ao sair de ARAGUARI – MG, a cidade destino, era RONDONÓPOLIS, não sabia, sinceramente que iria amá-la tanto, tanto, ao ponto de me considerar RONDONOPOLITANA, assim como meus DOIS FILHOS(JOSE RICARDO VIEIRA JUNIOR e NAJLA DOS SANTOS VIEIRA) nascidos aqui, com muito orgulho!
Fundamos(José Ricardo Vieira e Susan Daisy) a Junior Automoveis Ltda em 1984. Temos orgulho de ti RONDONÓPOLIS- MATO GROSSO!!!