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Olá, caros leitores dessa nostálgica coluna o “Túnel do Tempo”! O desafio da semana mexeu com as lembranças de muitos palpiteiros de plantão — e levou outros a recorrerem aos mais experientes (leia-se: os que têm mais histórias que rugas) para desvendar os nomes das vias desse famoso cruzamento central da nossa pujante e bela Rondonópolis. Uma cidade acolhedora, de terra fértil e de um povo trabalhador.

Vamos direto, sem mais delongas, a foto antiga é do cruzamento da Avenida Amazonas com a Rua Arnaldo Estevão de Figueiredo, bem no miolo do comércio local — numa época em que ainda se ouvia galinha cacarejando no quintal e o comércio era mais forte na Avenida Marechal Rondon.

E ali se encontra a Praça Brasil, construída oficialmente em 1967 durante o regime militar, que segue firme como um dos marcos mais emblemáticos da cidade. Localizada no centro, foi pensada para exaltar símbolos nacionais e promover o patriotismo — tudo conforme o manual da época, com direito a hino cantado em pé e mão no peito. Vejam que aparece até uma Igrejinha.

Segundo pesquisa matraqueana (sim, aquela que mistura curiosidade com teimosia investigativa), o nome “Praça Brasil” veio por recomendação federal, incentivando a criação de espaços públicos voltados à valorização da identidade nacional. Um pé de pau-brasil foi plantado ali como símbolo da história do país — mas infelizmente saiu de cena após uma reforma nos anos 2000. Já o ipê-amarelo —plantado de frente para a igreja—, por sua vez, brilhou como protagonista botânico até 2017, quando nos deixou saudosos e sem sombra.

A historiadora Laci Alves conta que o espaço da praça já constava no traçado original do povoado, ocupando duas quadras. Parte da área foi cedida depois para a construção da escola modelo — o atual EEMOP — em consonância com a Lei 5.692/71, que previa a criação de instituições educacionais país afora. Naquele espaço, por muitos anos também foi o campo de futebol, antes do Estádio Luthero Lopes, na av. Bandeirantes, em frente ao A TRIBUNA.

Ao longo das décadas, a Praça Brasil passou por várias transformações. Escadarias íngremes, coreto, árvores frondosas, orelhões e até uma Kombi que vendia lanches sumiram como quem não quer ser lembrado. “Era uma praça muito mais arborizada, com livraria e espaços de convivência que marcaram gerações”, relembra Laci, com aquele olhar de quem já comprou pipoca e livro no mesmo passeio.

Apesar das mudanças, a Praça Brasil continua sendo palco de eventos cívicos, sociais e políticos, mantendo sua relevância como ponto de encontro e memória coletiva dos moradores de Rondonópolis.


Bolas Cheias

O Reinaldo Aguiar, que deve ter brincado muito nesse espaço, zapeou para o colunista: “Vou pegar uma carona no caminhão do Afro Stefanini para atravessar esse Túnel do Tempo. Parece que Rondon City está entrando na era dos viadutos, mas na época da poeira, o cruzamento da Avenida Amazonas com a Rua Arnaldo Estevão era bem assim. Detalhe o comércio fechado por causa do feriado.”

Débora Machado, que deve ter consultado algum veterano com memória fotográfica, escreveu: “O desfile é na Praça Brasil, porque dá pra ver a igrejinha antiga. O caminhão está descendo na Arnaldo Estevão, na esquina com a Amazonas.”

Dr. Ednaldo Aguiar, da velha guarda e com faro de historiador, emendou: “Eu não tinha nascido, mas tenho certeza que essa comemoração do 7 de setembro foi na atual Avenida Cuiabá, em frente à Praça Brasil. O caminhão está na esquina da Rua Arnaldo Estevão com a Avenida Amazonas. E digo mais: à esquerda da foto está um pequeno templo, onde hoje está a igreja Matriz.”

“Bora palpitar, né? Rua Arnaldo Estevão com a Avenida Amazonas.” Disparou a leitora Elisângela Morais, que é também filha de pioneiros e deve ter namorado de mão dadas na Praça Brasil. E A lista de acertadores segue com Jorge Ferreira, Áurea Mangabeira, Ivam Garcia, Ângela Santos, Adimar Rezende…

Bolas Murchas

E dessa vez, nosso catedrático Agnaldo Lira abre a lista dos bolas murchas chutando na arquibancada: “Palpite do Túnel do Tempo dessa semana é no chute: Rua Barão do Rio Branco esquina com a Marechal Rondon.” Eita!

Késia Paula, grande atleta das corridas de rua, cheia de convicção e fôlego disparou: “Av. Mal Rondon; esquina com Rua Rio Branco. As pessoas se reuniam na praça dos Carreiros. Portanto, Av. Mal Rondon, entre D. Pedro II e Rua Rio Branco.” Essa correu tanto que passou do ponto…uns quatro quarteirões.

Lismara Santos apostou na Rua D. Pedro com Marechal Rondon. Um palpite com fé, mas sem mapa.

Lauriane Ferreira bateu na trave e talvez tenha visto a foto de cabeça pra baixo:

“Vou arriscar na Arnaldo Estevão com Marechal Rondon. Acima é a Amazonas, creio que seja esse entroncamento, devido a aglomeração.” Quase lá, Lauriane! Mas a bússola estava meio desorientada.

VAMOS PARA O SORTEIO…

Com nossos historiadores, digo, palpiteiros acertadores, dentro da cumbuca matraqueana, o sortudo(a) da vez foi a Débora Machado. Observadora ela, matou a charada identificando a Igrejinha na foto, que hoje é a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus. Agora é só passar na recepção do A TRIBUNA e pegar o vale brinde ofertado pelo GRELHATTUS.

 

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