Matraca

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Olá, caros leitores matraqueanos! Com alegria e muito frio na terra de Dom Vunibaldo e Cibalena, vamos para o desfecho do nosso desafio semanal no “Túnel do Tempo”, que foi apresentado na edição de terça-feira, 1 deste novo mês de julho.

Um pouco de história para vocês. Até o início da década de 1970, nossa Rondonópolis contava com um Campo de Pouso localizado (transversalmente) abaixo da Avenida Frei Servácio, com início da pista nas proximidades hoje da sede da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) e extensão até a Rua Dom Pedro II. A atual Rua Aeroporto — que conecta as avenidas Bandeirantes e José Barriga e conserva o nome em referência ao antigo Campo de Pouso, ou o nosso Aeroporto de terra.

De acordo com relatos do Juiz de Paz do 4º Ofício, Jason José de Almeida, era comum que moradores se mobilizassem durante a noite para auxiliar na aterrissagem de aeronaves. Utilizando veículos como sinalizadores improvisados, garantiam visibilidade e segurança aos pilotos.

Um pouco abaixo do SAE (Serviço de Atenção Especializada), na avenida Frei Servácio, ainda está de pé, o que restou hoje, da casinha que servia de depósito e abrigo para o cuidador do Campo de Pouso. Até que iniciaram a demolição, alguém interveio, mas as paredes feitas de adobe — uma espécie de tijolão de barro muito utilizado nas construções da época — já haviam sido derrubadas.

Após a construção do aeroporto nos altos da rua Fernando Corrêa e a transferência das operações de voo, essa casinha passou a servir de moradia para uma senhora chamada dona Fia, que ali viveu e onde nasceu seu filho Luziário Domingues.

O Douglas DC-3 (aeronave da foto) desempenhou um papel fundamental no início da aviação comercial no Brasil, sendo reconhecido como um marco nesse setor. Foi a primeira aeronave capaz de operar lucrativamente apenas com passageiros, sem depender de subsídios.

A Força Aérea Brasileira (FAB) utilizou o DC-3 em missões do Correio Aéreo Nacional entre 1944 e 1983, conectando comunidades remotas na Amazônia e facilitando o transporte de suprimentos essenciais. Um exemplar notável está em exibição no Museu Aeroespacial, simbolizando o impacto do DC-3 no progresso da aviação e no desenvolvimento do país. E em Mato grosso, na cidade de Canarana, tem também um exemplar desse modelo exposto em uma praça da cidade.


 

BOLAS CHEIAS

“Vale destacar que o aeroporto ficava no bairro Santa Cruz. A casa onde os pilotos se hospedavam ainda existe, embora esteja abandonada e deteriorada e sem qualquer iniciativa de recuperação por parte do poder público. Costumava visitar o local com meu pai, conhecido na cidade como “Toninho Piloto” ou “Toninho Graxa”. Quanto ao incidente mencionado, lembro que ocorreu já no aeroporto localizado no trevo da Avenida Fernando Corrêa com a BR-364”, escreveu o palpiteiro Frederico Fortaleza, que contribuiu com a informação sobre o incidente.

Nosso leitor assíduo, Reinaldo Aguiar, deu sequência com aquele entusiasmo típico: “Esse aeroporto aí, lembro demais! Campo de pouso, como foi dito. Ali na Caixa D’água, agora sanear, virava à direita e encontrava a casinha de adobe. Estou até com medo… tanto que estou antigo, viu, rapaz.” O velho Matraca também tá nessa vibe nostálgica, Reinaldo.

Leonésio Nunes, cheio de confiança e com o GPS da memória calibrado, completou: “O desafio desta semana é ali na Vila Rica. Minha irmã, Maria, morava bem na frente do aeroporto, hoje travessa Leblon. A pista terminava lá em cima, ainda existem vestígios da casa velha.”. Ele só esqueceu de nos contar onde é esse “lá em cima”. Fica devendo.

E eis que surge o veterano palpiteiro da coluna, Anisio Braga, despejando conhecimento com gosto: “o antigo aeroporto de Rondonópolis, também conhecido como Campo de Pouso, ficava na Dom Pedro ll, em frente hoje tem uma famosa casa de carne após a caixa d’água, bairro hoje chamado Santa Cruz, como também loteamento Cellos. Existe uma foto de frente onde se avista uma casa de pau a pique bem como a famosa Biruta, onde os pilotos verificavam a direção e possível velocidade do vento. Uma pequena observação: não era da minha época kkkkk e só para registro nos anais da história. O escritório da empresa de aviação ficava na avenida Cuiabá onde antes era o Quilometro Hotel, hoje banco Santander.” É conhecimento que não cabe nem na pista, esse “menino”, que só não contou que o Hotel era dos seus pais!

Outros craques da memória e da contribuição foram: Suny Willian, Raquel Bello, Jorge Ferreira, Cleusa Moreira, Iranete Oliveira, Débora Machado, Antônio Raymundo, Heide Putarov, Regilene Almeida, Elisângela Moraes e o catedrático Agnaldo Lira, que comentou com toda pompa: “Desta vez, as fontes bibliográficas estão escassas.” Mas a sabedoria popular sempre dá conta, não é?

Bola Murcha

E para manter a tradição… o troféu “Bola Murcha” desta edição vai para o palpiteiro David Santana, que jurou que o campo de pouso era no Jardim Guanabara. Quase lá, David, mas o avião fez escala um pouquinho antes!

Ganhador do prêmio

O ganhador da semana, que vai saborear um belo prato do CUPIM NA TELHA, e com direito a um acompanhante, não poderia ser outro: Ele até nos contou que o acidente foi no Aeroporto nos altos da Avenida Fernando Corrêa com a BR-364… é o Frederico Fortaleza, que vai ficar mais forte ainda depois desta ceia. O seu vale-brinde já está à disposição na recepção do A TRIBUNA.

 

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