EDITORIAL: O mamógrafo “esquecido”

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Secretário Mykaell Vitorino troca informações com o vereador Marisvaldo Gonçalves sobre situação do mamógrafo encontrado embalado, ainda na caixa, pela atual gestão (Foto – Divulgação)

Chama a atenção o anúncio pela Secretaria Municipal de Saúde de ter encontrados dois importantes aparelhos de exames, ainda embalados em suas respectivas caixas e que foram “esquecidos” no almoxarifado da pasta.

O primeiro foi um aparelho de raio-x, que já se encontra devidamente instalado, desde no início do mês, no Pronto de Atendimento Infantil, o PAzinho.

Já o segundo trata-se de um aparelho de mamografia, também conhecido como mamógrafo. Como noticiou ontem o A TRIBUNA, o secretário municipal de Saúde, Mykaell Vitorino, informou que já foi dado início no processo para a sua instalação, que depende de toda uma estrutura apropriada.

São exemplos claros que revelam o descaso, a incompetência, falta de planejamento e a desorganização que marcaram a gestão do ex-prefeito José Carlos do Pátio (PSB).

Vale destacar que se tratam de dois importantes aparelhos adquiridos, mas “esquecidos” no almoxarifado sem a população utilizar.

Para colocar em funcionamento o aparelho de raio-x, que ficou guardado na caixa por um bom tempo, a Saúde informou que fez investimentos na readequação da sala onde são realizados os exames.

Já para o mamógrafo, adquirido em agosto do ano passado, por meio de uma emenda do senador Welligton Fagundes (PL), que ficou depositada na conta do município por mais de um ano, o secretário Mikaell explica que ele ainda não foi colocado em operação, pois são exigidas algumas medidas técnicas, legais e ambientais para garantir o seu funcionamento seguro e eficaz.

Ele garante que tudo já está sendo encaminhado para que o aparelho de mamografia possa funcionar o mais rápido possível e ajudar especialmente na detecção precoce do câncer de mama, aumentando as chances de tratamento bem-sucedido.

Pois, a mamografia permite identificar o câncer de mama em estágios iniciais, quando as chances de cura são maiores. 

Portanto, estas duas situações evidenciam que não adianta ter muitos recursos disponíveis para que a população tenha uma saúde pública eficiente e decente.

Vale lembrar que a Saúde tem a maior fatia do bolo orçamentário de Rondonópolis, que supera a casa de 2 bilhões. Depende muito mais de planejamento e gestão adequada por parte do prefeito e sua equipe, o que claramente faltou na gestão anterior e o que espera que a atual não caia no mesmo erro.

 

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