EDITORIAL: Tolerância zero

- PUBLICIDADE -spot_img

Leia Mais

- PUBLICIDADE -
(Foto – Mayke Toscano/Secom/MT)

Como mostrou o A TRIBUNA, na edição de ontem, o governador Mauro Mendes (UB) lançou um pacote ambicioso de medidas para tentar sufocar o crime organizado e a criminalidade crescentes em Mato Grosso.

Chamado de Tolerância Zero ao Crime Organizado, o programa anunciado prevê a reestruturação da segurança pública com operações integradas, novos equipamentos e tecnologia avançada para intensificar o combate à criminalidade e garantir a segurança da população.

Dentro das medidas que devem ser implantadas ao longo dos próximos meses, está a criação da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), a qual será separada da Secretaria de Segurança Pública. A nova pasta será a responsável por administrar os Sistemas Penitenciário e Socioeducativo e a política estadual sobre drogas.

O crescimento do crime organizado em Mato Grosso, nos últimos anos, saltam aos olhos e seus tentáculos se estendem por diversos setores da vida cotidiana, impondo um ciclo de violência e medo, por conta da aplicação de suas próprias “leis” e “regras”.

De acordo com os dados do Atlas da Violência, relatório da violência no Brasil formulado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgados em junho deste ano, Mato Grosso teve um aumento de 18% na taxa de violência, o maior crescimento no Brasil.

Hoje, segundo especialistas no assunto, está instalada uma guerra entre facções em atuação no Estado, que faz fronteira com a Bolívia, por busca de espaços nas rotas do tráfico de drogas para São Paulo e Paraná.

Com isso, o que se vê são notícias do “tribunal do crime” decidindo, de dentro dos presídios, quem vive ou morre. Até mesmo simples fotos, onde fazer sinais de dois ou três com os dedos, podem ser uma sentença de morte. Pela imposição do medo, as facções vão impondo obediência e um poder paralelo.

Neste contexto, as medidas anunciadas pelo governador, as quais se espera que sejam duradouras, chegam como um fio de esperança, uma luz no fim do túnel no combate ao crime organizado. Pois, a sociedade não pode continuar refém do crime e do medo.

 

- PUBLICIDADE -spot_img
« Artigo anterior
Próximo artigo »

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -
- PUBLICIDADE -spot_img

Mais notícias...

Fatores sociais e estruturais empurram mulheres para cesarianas

.O que leva tantas gestantes brasileiras a terem seus filhos por cesariana ao invés do parto normal? De acordo...
- Publicidade -
- PUBLICIDADE -spot_img

Mais artigos da mesma editoria

- Publicidade -spot_img