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É notório que Rondonópolis cresce rapidamente, constantemente com aumentos de novos moradores e, consequentemente, no déficit de novas moradias para atender a demanda. A realidade impõe a necessidade de se desenvolver um programa habitacional que venha oferecer moradias dignas para famílias de baixa renda e que mais precisam.
O prefeito Zé do Pátio tem promovido a criação e instalação de loteamentos populares, sem nenhuma infraestrutura, onde primeiro as famílias são colocadas nas áreas e, depois, recebem ao longo dos anos os benefícios básicos, como rede de água, energia elétrica e iluminação pública.
É fato que o problema de falta de moradia é sério em Rondonópolis, mas para isso a Prefeitura precisa criar políticas públicas habitacionais de verdade, para garantir dignidade para a população que não tem onde morar. Isso porque comprar áreas a preços milionários e depois colocar famílias em barracos de lona não é a opção mais humana, nem legal – a legislação determina que todo loteamento urbano deve ser criado com infraestrutura básica.
Vale enfatizar que a Prefeitura de Rondonópolis, se quisesse, teria condições de criar um programa habitacional à altura do seu potencial, com milhares de moradias de alvenaria e estrutura básica. Prova disso está no orçamento municipal previsto para 2023: mais de R$ 2,1 bilhões de recursos para serem gastos pelo gestor público.
Um bom exemplo vem de Lucas do Rio Verde, rica cidade do médio norte do Estado, mas que tem menos de um terço da população de Rondonópolis, onde a Prefeitura conseguiu um convênio com o Governo do Estado, no valor de R$ 23 milhões, para a construção de 1.536 apartamentos para a população carente.
Com tudo isso, só nos resta lamentar a falta de visão da gestão municipal para executar uma política arrojada para facilitar o acesso de famílias de trabalhadores para sonhada casa própria, em condições dignas, desde o início da sua habitação.




Se a Prefeitura quiser faz residenciais de qualidade com toda infraestrutura , mas o atual gestor não sabe dialogar com governos estadual e federal. É fazer políticas populistas e demagógica nas costas dos mais necessitados.