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A situação da concessão da BR-163, apesar de haver a definição de que será feita a relicitação para uma nova concessão da rodovia, deve ainda dar dor de cabeça para a população.
Como se não bastasse a demora de mais de dois anos que o Governo Federal anunciou que será necessária para relicitar a rodovia, os preços pagos pelos usuários depois desse período poderá chegar a 96% maior, uma vez que a oferta da licitação é de uma taxa de R$ 10,00 por posto de pedágio contra os atuais R$ 5,10. Mais uma vez é o cidadão que vai arcar com os prejuízos do planejamento inadequado do poder público.
A questão é que a espera de dois anos para que a rodovia seja concedida para uma nova empresa vai deixar a população sem ver nenhum tipo de investimento mais importante sendo feito nesse período.
Já está claro que a obrigação da Concessionária Rota do Oeste nestes dois ou três anos que ainda ficará com a concessão será apenas a de manter a manutenção da via e concluir obras que já estavam previstas e em andamento. Obras importantes e que demandem investimentos maiores certamente não serão feitas, como a construção de um viaduto na região do Trevão em Rondonópolis ou a duplicação de novos trechos da rodovia.
Esses investimentos já são objetos para serem discutidos no contrato da nova concessão. Diante dessa realidade, que acontece justamente por um contrato de concessão mal feito, a sociedade precisa estar atenta para como será elaborada as condições da relicitação.
Um novo contrato deve prioritariamente atender as necessidades da população, prevendo duplicação e outras obras importantes de melhorias na BR-163. Nossos representes políticos precisam cobrar e acompanhar todo o andamento do processo e a fim de evitar que os prejuízos mais uma vez recaiam sobre o cidadão.
Se o Governo Federal já sinalizou que o valor do pedágio será reajustado na próxima concessão, ao menos os investimentos precisam obrigatoriamente ser feitos.
O que não pode é a população ficar refém novamente de um contrato equivocado que levou à atual situação. Se a sociedade e políticos não cobrarem os prejuízos podem ser ainda maiores.



