Alívio ou preocupação?

- PUBLICIDADE -spot_img

Leia Mais

- PUBLICIDADE -

A notícia da morte do terrorista mais procurado do mundo na madrugada de domingo (1), bem como as circunstâncias do fim da maior caçada a um criminoso no mundo, abre alguns questionamentos: a morte de Osama Bin Laden, na verdade significa um alívio ou mais um motivo de preocupação diante da iminente ameaça de retaliação por parte da “Al-Qaeda” e de grupos Talibãs?
Se por um lado, a morte do terrorista, dez anos depois do maior e mais violento atentado do planeta, foi imensamente comemorada pela população americana e de diversos países ocidentais; no Oriente, o fato também não passou despercebido e provocou divisões de posicionamento dentro do mundo Islâmico. Algumas correntes mais radicais do Islam, por exemplo, viam em Bin Ladem um arauto da causa Islâmica e sua morte pode transformá-lo em mais um mártir da causa, fazendo da morte do terrorista mais uma plataforma de luta que gerará mais violência e morte de inocentes.
Na verdade, o mais preocupante disso tudo é que diante da intolerância religiosa e política ainda existente no mundo, ações violentas de intransigência como o ataque às torres gêmeas do “World Trade Center” na manhã do dia 11 de setembro de 2001, quando mais de 3 mil inocentes perderam as suas vidas, possam vir a se repetir em qualquer lugar do mundo. Por outro lado, também é deprimente observar uma comemoração tão entusiasta pela morte de um ser humano, como a morte do Bin Laden, tenha sido ele terrorista ou não. O ideal seria que não houvesse esse tipo de diferença e de intransigência, para que massacres e atos de violência gratuitas e covardes, como sempre são os atos terroristas, pois vitimam inocentes sem proporcionar-lhes a menor possibilidade de defesa, continuem acontecendo. Se por um lado a humanidade avançou e evoluiu, cientifica e tecnologicamente, muito ainda precisa avançar quanto a tolerância nas relações político-sociais, sejam elas interpessoais, intergrupais e/ou institucionais. A humanidade precisa aprender a conviver com as diferenças, respeitando a individualidade de cada um, bem como as opções político religiosas de cada povo, de cada nação. O único caminho para o bem viver, para o cohabitar, o coexistir pacificamente, é somente através do respeito mútuo e do fim da intolerância, seja ela de que natureza for. A vida ainda é o bem mais precioso da humanidade e nenhum motivo justifica a determinação do seu fim, seja por quem quer que seja.

- PUBLICIDADE -spot_img
« Artigo anterior
Próximo artigo »

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -
- PUBLICIDADE -spot_img

Mais notícias...

Lenda viva do sindicalismo: Reportagem da “Série Pioneiros” do A TRIBUNA repercute no Senado

.A reportagem do A TRIBUNA da Série Pioneiros “Lenda viva do sindicalismo de Roo rompe a barreira dos 100...
- Publicidade -
- PUBLICIDADE -spot_img

Mais artigos da mesma editoria

- Publicidade -spot_img