A Defesa Civil Municipal e a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra) publicaram um parecer técnico sobre as condições dos córregos Bambu e Patrimônio e riscos às famílias que residem nas proximidades dos fluxos de água.
O parecer aponta que, em caso de enchente de grande porte, o impacto direto pode afetar entre 500 a 1.500 pessoas de forma primária (com residências invadidas pela água, necessidade de desocupação e perdas materiais).
E, indiretamente, o número de impactados por interdição de vias, interrupção de serviços e riscos à saúde pode ser ainda maior, atingindo milhares de cidadãos da região circundante.
Conforme o parecer, a análise realizada foi conduzida e fundamentada em observação in loco, fatores sociais relevantes e histórico de desastres na região.
O relatório técnico também usou a avaliação de eventos ocorridos na cidade como nos períodos chuvosos de 2023 e 2024, quando o município registrou índices pluviométricos acima da média histórica, resultando no transbordamento dos dois córregos.
“A combinação de chuvas intensas com fatores agravantes, como o assoreamento dos leitos, a ocupação desordenada das margens e a insuficiência da infraestrutura de drenagem, potencializou os alagamentos, afetando diretamente a população residente nas áreas de risco”, aponta o documento, que identificou 95 famílias afetadas em 2023, com 40 pessoas desabrigadas, e 85 famílias afetadas em 2024, com 35 pessoas desabrigadas.
Conforme o parecer técnico, a análise dos dados estimados demonstra a alta recorrência e a gravidade das enchentes nos bairros ribeirinhos de Rondonópolis. Localidades como a Cidade Salmen e a Vila Canaã aparecem como epicentros dos desastres, sofrendo impactos severos em anos consecutivos.
“Isso indica uma condição de risco crônico e permanente para os moradores. A persistência do problema, mesmo após alertas e eventos anteriores, evidencia a necessidade urgente de implementação de ações estruturantes de engenharia e de políticas habitacionais para a remoção segura da população das áreas de maior risco”, avalia o relatório.
Sobre as condições dos córregos, o parecer indica que, durante observação in loco, constatou-se que o Bambu apresenta um cenário preocupante de degradação ambiental e hidráulica.
Os canais do córrego encontram-se com grande acúmulo de entulho, incluindo lixo doméstico, detritos de construção e materiais diversos, conforme evidenciado nas imagens anexadas.
Além disso, há uma densa vegetação crescendo desordenadamente no leito e nas margens, contribuindo para a obstrução do fluxo natural da água.
“Tecnicamente, esses fatores causam o assoreamento do córrego, reduzindo drasticamente a sua calha de vazão. A diminuição da seção transversal de escoamento compromete severamente a capacidade hidráulica do córrego de transportar volumes de água, especialmente durante eventos de chuvas intensas. Isso resulta em um aumento do nível da água e na extrapolação das margens, levando a inundações e alagamentos nas áreas circundantes”, aponta o parecer.
———— CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ————
————————————————————————————
Ainda, conforme a avaliação técnica, com base na combinação da obstrução dos canais do Córrego Bambu e da presença de moradias em áreas de risco iminente, classifica-se o risco de inundação como “muito alto”.
Além disso, aponta que o histórico de enchentes e alagamentos registrado nos últimos dois anos nas áreas adjacentes ao córrego serve como evidência contundente da recorrência e da gravidade do problema, afetando diretamente a população ribeirinha.
Recomendações
Para mitigar os riscos identificados e proteger a população, o parecer técnico recomenda ações, divididas em curto, médio e longo prazos.
Em curto prazo, a Defesa Civil e a Sinfra recomendam a limpeza e desassoreamento imediato do Córrego Bambu; notificação imediata e contínua dos moradores das áreas de risco iminente sobre a situação e os procedimentos a serem seguidos em caso de emergência; e, estabelecimento de um sistema de monitoramento intensificado do nível do córrego, especialmente durante o período chuvoso, com equipes de campo e tecnologias apropriadas.
Em médio prazo, as recomendações são o desenvolvimento de um plano diretor de drenagem urbana específico para a bacia do Córrego Bambu, contemplando soluções estruturais e não estruturais para o manejo das águas pluviais; campanhas de conscientização ambiental; e, a realização de um cadastro social detalhado das famílias que residem em áreas de risco, com vistas à sua inclusão em programas habitacionais e de reassentamento seguro.
Por fim, em longo prazo, as recomendações do parecer técnico incluem o desenvolvimento e execução de projetos de engenharia para a revitalização do Córrego Bambu, que podem incluir obras de canalização, contenção de margens e implantação de dispositivos de macrodrenagem; a implementação de um plano de remoção e reassentamento planejado das famílias que vivem em áreas de risco permanente, garantindo moradia digna e segura em locais apropriados; e, a criação de parques lineares nas margens do córrego, visando proteger a faixa marginal, promover a recuperação ambiental e servir como zona de amortecimento em eventos de cheia, além de oferecer áreas de lazer para a comunidade.





Antonio Portugues em Rondonopolis comenta o pepino das frequencias .A cidade tem crescimento onde com o aumento das temperaturas tem vereficado os emissores e retransmissão de sinais e que casos de cancer tem crescimento onde informacao medica desmente esse malificio.