
Uma comissão mista, composta por representantes da Câmara Municipal e de trabalhadores da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), deve ser formada para discutir com o prefeito Cláudio Ferreira (PL) o futuro da empresa pública, que passa por uma situação financeira crítica, com um endividamento superior a R$ 260 milhões.
A proposta de formação da comissão foi feita pelo líder do executivo na Casa de Leis, vereador Ibrahim Zaher (MDB), durante a sessão de ontem, que foi acompanhada por trabalhadores da Coder.
Eles amanheceram de braços cruzados e realizaram, na parte da tarde, uma manifestação na Câmara Municipal com o intuito de tentar impedir o “fechamento da empresa pública”, que supostamente estaria sendo articulada pela atual gestão municipal.
Conforme já noticiado pelo A TRIBUNA, a prefeitura nega que tenha sacramentado o destino da Coder e afirma que isto não passa de mera especulação, o que foi reafirmado por Ibrahim Zaher.
O vereador ressaltou que, até o momento, não há projeto proposto pelo executivo tramitando na Casa de Leis que trata do fechamento da empresa. Por outro lado, destacou a situação financeira delicada vivenciada pela Coder, que está endividada.
“É triste ver a faixa ‘não destrua a Coder’, mas é mais triste ainda ver o que fizeram com a empresa”, disparou o emedebista, observando que direitos trabalhistas foram negligenciados por gestões anteriores, como por exemplo o recolhimento do FGTS. Mas que neste ano, segundo ele, o prefeito Cláudio Ferreira já quitou as parcelas.
“Como líder do prefeito na Câmara, assumo esse compromisso. Vamos reunir essa comissão com o executivo, para que vocês possam expressar suas angústias e ouvir, diretamente do prefeito, quais são as possibilidades”.
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A criação da comissão mista anunciada por Ibrahim foi discutida, na manhã de ontem, em reunião de alguns vereadores com o prefeito Cláudio Ferreira, realizada em seu gabinete, no Palácio da Cidadania.
Segundo a direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur), a ida à Câmara ontem para buscar apoio dos vereadores foi positiva.
“Houve uma adesão de mais de 80% da categoria ao chamamento feito pelo sindicato à paralisação”, avaliou o secretário-geral do Sispmur, Renato Duarte.
Entre os pontos positivos da manifestação, o sindicalista citou a formação da comissão para dialogar com o prefeito em busca de uma solução para a Coder.
“Estamos abertos ao diálogo a qualquer momento”, completou.





Não sei se é por questão de gestão ou de mão de obra, mas o serviço prestado pela CODER sempre foi muito aquém do que a cidade precisa. Até hoje, os investimentos feitos nos maquinários comprados para a empresa não foram utilizados. Veja a usina de asfalto: há quanto tempo ela existe e até hoje não entrou em funcionamento. Há um custo muito alto com a empresa, que não entrega o serviço de forma adequada. Considerando esse cenário e o valor exorbitante da dívida, o melhor mesmo seria o fechamento.
Fecha esta porcaria se somar todos estes anos esta empresa so gera custos e sem retorno muito menos qualidade de serviço, um porco serviço
Desde que a Coder foi criada, é rombo e mais rombo financeiro. Só preju pra prefeitura e enriquecimento dos acionistas. Sou a favor que volte a ser uma secretaria de infraestrutura e,obras e serviços.
Boa isso mesmo