
A demissão do policial militar Edvan de Souza Santos, condenado a 25 anos e seis meses de prisão acusado de participação no assassinato da ex-diretora do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear), Terezinha Silva, foi oficializada pelo Governo do Estado. Edvan foi condenado no último dia 19 de março pelo tribunal do júri em Rondonópolis.
Na sentença, além dos 25 anos e seis meses de prisão, o réu foi condenado a perda do cargo público na Polícia Militar de Mato Grosso pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, Leonardo de Araújo Costa Tumiati. Ele era sargento da Polícia Militar.
Edvan atuava como policial militar na época do crime que ocorreu em 16 de janeiro de 2021. Ele participou do julgamento no tribunal do júri de Rondonópolis por videoconferência do presídio de Chapada dos Guimarães, onde está preso desde 2022.
O réu havia sido indiciado por participação no assassinato também em 2022, apontado pela polícia por conduzir a motocicleta para o cometimento do crime.
Segundo informações extraídas do inquérito, a polícia identificou a motocicleta utilizada no crime, uma Honda, modelo CB 300, de cor vermelha. A moto foi encontrada abandonada pela Polícia Militar às margens da BR-364, no município de Pedra Preta, dias após o assassinato de Terezinha.
Com o prosseguimento das investigações, a polícia conseguiu determinar a trajetória da motocicleta por meio de câmeras de vídeo em ruas e em rodovias, chegando até Pontes e Lacerda. Também por meio de análise de vídeos foi possível identificar o condutor da motocicleta.
Na época do crime, Edvan era policial militar lotado em Pontes e Lacerda, cidade onde ocorreram outros cinco homicídios em que ele é acusado de ser o responsável.
Ele foi preso em 26 de janeiro de 2022 durante a “Operação Letífero” deflagrada pela Delegacia de Pontes e Lacerda que investigava os cinco homicídios. Na ocasião da prisão ele estava lotado no Batalhão da PM Ambiental em Rondonópolis.



