
Cocares, bolsas de palha, adornos e acessórios indígenas são algumas das peças que o rondonopolitano já pode encontrar às sextas-feiras na Feira da Vila Aurora. É que, na última semana, foi inaugurada no local uma barraca onde serão comercializados produtos confeccionados pelos bororos da região de Rondonópolis.
Estruturado pela Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária (Semap), o projeto é um ideal concebido há algum tempo e que, agora, se concretiza, conforme compartilha o gestor da pasta, Ramon Borges Figueira.
“Desde que eu assumi a secretaria, os povos indígenas são uma das minhas prioridades. Então, somamos a sugestão do servidor Humberto de Campos com esse meu anseio e, a partir daí, procurei a Associação dos Feirantes de Rondonópolis para, juntos, viabilizarmos o espaço para comercialização do artesanato feito por essa população”.
Inédita, segundo o secretário, a iniciativa visa fortalecer e divulgar a arte e a cultura dos povos originários. “Essa é a primeira vez que se abre um ambiente para expor a mercadoria indígena, podendo ser considerado um marco da nossa gestão. Os valores das vendas são inteiramente das índias que expõem na barraca. Mas, o principal, não é só a fonte de renda para os indígenas, e, sim, a divulgação e preservação da sua cultura”, comenta o titular da Agricultura.
Ramon frisa que o foco do projeto é a inclusão do artesanato indígena no comércio da feira, fomentando a produção dessa comunidade e, aproveitando, especialmente, a proximidade da aldeia dela com o centro urbano.
“O objetivo é manter a tradição cultural dos Boe Bororo, tornando conhecida sua arte e contribuindo para o fortalecimento da identidade indígena e de suas tradições como um reconhecimento desses povos na história e na cultura de Rondonópolis”, salienta o responsável pela Semap.



