
Hoje (10) é lembrado o “Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio” e o alerta que a unidade do Centro de Valorização da Vida (CVV) em Rondonópolis faz é sobre a necessidade de se quebrar o tabu de que não se pode falar sobre esse tema.
“Precisamos falar sim. Falar, aprender, acolher quem está em situação de sofrimento emocional”, disse a voluntária do CVV, Francielly Espana.
E essa data se soma a um trabalho maior que é a campanha do “Setembro Amarelo”, que lida com toda a questão da saúde mental e prevenção ao suicídio.
Porém, segundo Francielly, a pandemia do novo coronavírus (covid-19) mudou o jeito da iniciativa ser realizada, pois eventos como palestras e rodas de conversas são desaconselhados para que não haja problemas com aglomerações de pessoas e todos possam estar em segurança. Com isso, o reforço da campanha acontece de forma virtual e digital (através de reportagens, lives e encontros virtuais).
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O “Setembro Amarelo” é organizado desde 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).
“Ela surgiu pela necessidade de se falar mais sobre o assunto. Então, da mesma forma como há o ‘Outubro Rosa’, que é um mês de conscientização em relação à saúde da mulher, do câncer de mama, o ‘Setembro Amarelo’ vem para trazer luz para a necessidade da saúde mental e prevenção ao suicídio.
A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos porque muitas pessoas que a cometem têm alguma psicopatologia envolvida e, muitas vezes, essas psicopatologias têm tratamento. Então, se a pessoa receber o tratamento devido, a chance de ela chegar ao suicídio é muito menor”, falou a voluntária do CVV.
Questionada sobre como a sociedade pode colaborar, Francielly Espana respondeu que o primeiro passo é acolher a dor do outro.
“Entender que eu não tenho direito de medir a dor e o sofrimento do outro. É papel de todos acolher e disseminar a cultura do amor ao próximo.
Se alguém tiver interesse de ajudar ainda mais, pode se tornar um voluntário do CVV e basta ter mais de 18 anos”.
A fim de minimizar esse quadro em Rondonópolis, a voluntária sugeriu que é preciso mobilizar toda a sociedade.
“Uma união de forças entre entidades como o Núcleo de Apoio a Vida de Rondonópolis (Naviron), o CVV, as instituições de saúde pública e privada e toda sociedade. Juntos por um ideal: salvar vidas”, concluiu Francielly Espana.
Para quem tiver interesse no trabalho realizado pelo CVV e quiser saber mais sobre a instituição ou como se tornar um voluntário pode entrar em contato pelo telefone (66) 99621-2151.
Feijoada
Com o objetivo de arrecadar recursos para a manutenção dos trabalhos do CVV na cidade, o Núcleo de Apoio a Vida de Rondonópolis (Naviron), mantenedora da unidade, vai realizar a sua 1ª Feijoada no próximo domingo (13). O valor do ingresso é R$ 25,00, e terá como acompanhamentos arroz, farofa e couve. A retirada do prato será via drive-thru na Rua Dom Pedro II, número 2248, no Bairro Santa Luiza, após a Igreja Santa Cruz. Para mais informações também basta entrar em contato pelo número (66) 99621-2151.



