Disparada: Sociedade começa a pressionar governo quanto à alta em itens da cesta básica

Cenário, embora muito preocupante, é de uma situação conjuntural e temporária, explicam os especialistas

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Preço do óleo de soja também está assustando consumidores – (Foto: Divulgação)

 

Essenciais na mesa da família brasileira, diversos itens da cesta básica tiveram uma disparada nos preços nos supermercados brasileiros, sobretudo nas últimas semanas, e em Rondonópolis não é diferente.

Um pacote de cinco quilos de arroz, por exemplo, normalmente vendido na faixa de R$ 11 a R$ 16 na cidade, passou a custar até R$ 24.

E, para as próximas semanas, caso não aconteça uma severa intervenção do Governo Federal, não há alívio para o bolso previsto no horizonte.

 

 

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Nesse contexto, começaram, em todo o país, vários tipos de mobilização social para que o governo possa intervir e barrar a alta nesses itens de primeira necessidade.

Especialistas na área consultados pelo A TRIBUNA explicam que importantes fatores fazem com que os preços dos itens tenham esse grande aumento no momento. O maior deles é o dólar em alta, que acaba por incentivar as exportações, reduzindo assim a oferta de produtos no mercado interno.

Outro fator é o auxílio emergencial, que estimulou o aumento do consumo entre a população mais pobre do país, que tem uma cesta de compras formada, em sua maioria, por produtos básicos, como alimentos.

Há de se levar em consideração também o isolamento social, que fez com que as pessoas passassem mais tempo em casa e, por consequência, aumentassem o consumo de alimentos.

 

Pacote de arroz de 5kg é o grande vilão da cesta básica no momento – (Foto: Divulgação)

 

Em Rondonópolis, em alguns supermercados da cidade, não é somente o preço do arroz que assusta. A garrafa de 1 litro de óleo de soja é encontrada por valores que vão de R$ 6 a até quase R$ 12 (dependendo da marca), o pacote de 1kg de feijão por até R$ 7 e o litro de leite longa vida podendo chegar a até R$ 5.

O cenário, embora muito preocupante, é de uma situação conjuntural e temporária, explicam os especialistas.

A projeção é de que alguns preços estão no limite da alta e que a entrada da nova safra no final do ano deve encerrar o processo de aumento dos produtos.

Os recordes na cotação em 2020 também devem incentivar uma grande produção no campo para 2021. Dessa forma, os preços tendem a cair quando o país tiver uma recuperação da oferta interna.

Vale lembrar que, mesmo diante do cenário nacional de preços em alta, o abuso continua sendo uma infração. Por isso, o consumidor que observar preços abusivos de produtos em Rondonópolis, pode denunciar ao Procon local, que fica na Rua Rio Branco, nº 2102 – Jardim Guanabara. O telefone para informações é o (66) 3411-5295.

 

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