Papo Político

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Retrato da administração: Rondonópolis não merece isso em plenas festas natalinas, só agora providências estão sendo tomadas, mas será que dará tempo para uma limpeza geral?…”

1 – SENHORES E SENHORAS,

anotem aí o nosso CALENDÁRIO PARA A TROCA DE GESTOR… “Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai. ..Está chegando a hora”… FALTAM SÓ 16 DIAS para um dia histórico para Rondonópolis. Isto mesmo, praticamente duas semanas nos separam do fim da atual gestão – que vai se despedindo sem deixar saudade – e a posse do prefeito eleito Cláudio Ferreira (PL), no dia 1º de janeiro de 2025, quando se aguarda, com muita expectativa, o início de um novo ciclo de desenvolvimento para o principal município do interior de Mato Grosso.

ENQUANTO NÃO CHEGA

temos hoje um cenário de pouca ou nenhuma gestão municipal. Rondonópolis está suja, tomada pelo mato, triste e abandonada. Pior ainda, isto em pleno clima das festas natalinas.

Sem serviço de limpeza funcionando adequadamente, a cidade passou o seu aniversário de 71 anos de emancipação político-administrativa, comemorado no último dia 10 de dezembro, com sujeira nas ruas e canteiros centrais, praças, áreas de lazer e diversos espaços públicos tomados pelo mato.

Como mostrou uma foto enviada por um leitor para o A TRIBUNA, nem mesmo os letreiros alusivos à data espalhados em locais públicos de vários pontos da cidade escaparam.

Um deles, localizado em uma rotatória da avenida Presidente Médici, uma das principais da cidade, ficou perdido no meio da mato alto. Uma lástima.

MAIS UMA VEZ

a gestão do prefeito Zé Carlos do Pátio, que é totalmente sem planejamento, não consegue fazer o básico. Enquanto muitas cidades do Estado estão enfeitadas para as festas de final de ano, em Rondonópolis, mais uma vez, deve ser instalada faltando poucos dias para o Natal.

A desculpa dada é que a empresa vencedora da licitação de R$ 350 mil atrasou para fazer a instalação, o que deve ocorrer até este domingo. Acontece que, como ocorreram nos anos anteriores durante a gestão do prefeito José Carlos do Pátio, a instalação da decoração de Natal é feita sempre na última hora, bem como as apresentações e atrações natalinas. Acaba ficando tudo na base do improviso.

O RESULTADO DISSO

é que o dinheiro público é mal gasto, já que a decoração acaba não cumprindo o papel, que é, justamente, o de contribuir para atrair mais público para a região central, que concentra a maior parte dos estabelecimentos do comércio local.

Os comerciantes não ganham e a população também não. Teve até alguns engraçadinhos fazendo piada da situação, dizendo que o Papai Noel vai chegar primeiro que a decoração prometida pela prefeitura para o centro da cidade.

A CDL, como mostrou o A TRIBUNA, está na bronca com o descaso e cobrou explicações da prefeitura. Com razão, afinal a decoração natalina, assim como as apresentações e atividades para o público infantil, são formas de atrair um público, contribuindo para alavancar as vendas e incentivos para os comerciantes locais. Isto não é novidade para o gestor Zé do Pátio, mas bem que ele poderia encerrar sua administração de uma forma mais organizada .

2 – COMO O PAPO JÁ COMENTOU,

logo após o pleito eleitoral, onde foi o grande perdedor, com a votação pífia obtida nas urnas pelo seu candidato Paulo José (PSB), somente 21% votos (26.027.), o Zé teria que reciclar o seu modo de fazer política e, que se fosse esperto, aproveitar o restante do seu mandato para uma quinada de 360 graus na sua vida pública.

Parece que ele não entendeu a lição das urnas. Inclusive segue com a relação desgastada com a Câmara de Vereadores e colecionando derrotas e mais derrotas.

No quesito de eleição, também perdeu em Cuiabá com o petista Lúdio Cabral, onde chegou a se “mudar” alguns dias para capital para fazer campanha de rua em favor do deputado estadual, que perdeu para Abílio Brunini (PL) a disputa pelo Palácio Alencastro.

Viu também a sua desafeta presidente do Sispmur, Geane Lina Teles, com o apoio do prefeito eleito Cláudio Ferreira, ganhar a eleição para diretoria executiva do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores de Rondonópolis (Serv Saúde).

NA CÂMARA,

ele seguiu a queda de braço com o parlamento. Judicializou a questão do índice de remanejamento do orçamento, sem precisar de autorização. Conseguiu uma decisão favorável no Tribunal de Justiça para passar de 2,5% a 20%.

Porém, com a relação desgastada com o legislativo, sofreu várias derrotas. Como foi nesta semana, onde queria aprovar, em regime de urgência, um projeto para doar áreas no Centro Político Administrativo. A urgência foi rejeitada, assim como também foi derrubado o seu veto, considerado como “político”, sobre o reajuste do salário para o prefeito, vice e vereadores nos próximos quatro anos.

MAIS UMA VEZ,

o PAPO lembra ao prefeito que a última impressão é a que fica. E a que está deixando não é das melhores, como já foi mostrado acima. Mas, ele ainda tem tempo para compreender a lição e preservar a sua carreira política para a disputa de 2026, onde pretende concorrer a deputado estadual, já que é o cargo mais viável para ele nas próximas eleiçõe.

Do contrário, Pátio vai ter que ficar mesmo como Professor da UNEMAT, como ele andou falando ultimamente que fará assim que deixar o comando do Palácio da Cidadania. Aí, coitados dos seus alunos de engenharia e arquitetura.

3 – MAIS DOIS

nomes foram revelados, esta semana, pelo prefeito eleito Cláudio Ferreira, para integrar o seu secretariado a partir do dia 1º de janeiro de 2025. Trata-se do servidor público de carreira Luis Vacaro para a Procuradoria Geral do Município e Luciano Rodrigues para a secretaria municipal de Administração.

A escolha de Vacaro, principalmente, que é o primeiro servidor de carreira indicado por Ferreira, foi bastante elogiada, já que é muito conceituado, dentro e fora do serviço público.

Como tem feito até aqui, Cláudio, com mais estes dois nomes, segue na linha de trazer para gestão pública profissionais qualificados, visando garantir serviços públicos de qualidade e eficiência.

4 – O PEDIDO DE RENÚNCIA

de Cláudio do cargo de deputado estadual para poder assumir a prefeitura de Rondonópolis, no próximo dia 1º de janeiro, conforme informação repassada ao Papo, deve acontecer na próxima quarta-feira (18), quando acontece a última sessão ordinária do ano da Assembleia Legislativo.

5 – SENHORES E SENHORAS,

a eleição para escolha do próximo presidente da Câmara Municipal, que acontece no próximo dia 1º de janeiro, logo após a posse dos 21 eleitos no pleito do último dia 6 de outubro, está pegando fogo.
Pelo que tudo indica a disputa está entre os vereadores Paulo Schuh (PL) e o atual presidente Júnior Mendonça (PT).

NA SEMANA PASSADA,

o Papo afirmou que o petista, embora dizia publicamente que era carta fora do baralho, vinha se movimentando nos bastidores para se manter no cargo. Houve uma reviravolta. Matreiro que só, ele vinha se articulando “pesado” em busca de apoios.

NESTA SEMANA,

isto se tornou público e ele deu mexida ousada no tabuleiro para tentar reverter a vantagem do seu oponente, que com respaldo do grupo do prefeito eleito vinha angariando apoios.

Júnior levou ao plenário e conseguiu aprovação do voto secreto na eleição à Mesa. Esta mudança na regra do jogo, pode até ajudar a colocá-lo no jogo, como se comenta nos corredores da Câmara.

Mas, pegou muito mal na opinião pública, já que práticas secretas não combinam com transparência, que é tão cobrada e cantada em verso e prosa pelos mesmos integrantes deste parlamento.

Pois é, que transparência é essa que o eleitor, o contribuinte, o cidadão, não têm o direito de saber como votou o seu vereador numa eleição para a escolha dos novos gestores da Casa de Leis?

Será que o seu vereador é ético, é leal e honra tudo aquilo que promete publicamente? Com o voto secreto, o eleitor não pode fazer a sua avaliação, tirar as suas dúvidas.

MUITAS CRÍTICAS

e questionamentos em relação a esta decisão tomaram conta dos grupos nas redes sociais nos últimos dias.

Uma é que pode-se abrir caminho perigoso para que outras decisões secretas possam ser tomadas pelos nossos vereadores.

Uma outra é o que levou 10 vereadores em final de mandato, que não foram reeleitos no último dia 6 de outubro, aprovarem a tal votação secreta para escolha da próxima Mesa? Quais seriam os seus benefícios com isso? Num grupo de rede social, um integrante escreveu que está “curiosísssimo” para saber o que teria convencido esses vereadores para essa última tacada sua.

Seria a da sorte grande de final de ano? Será que o eleitorado sai beneficiado com essa atitude? Pontos que o Papo de hoje deixa para melhor apuração durante a semana.

 

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