

ao seu PL?…”
1 – SENHORAS E SENHORES,
eis que o senador Wellington Fagundes pode não ter feito tão bom negócio quanto imaginava ao ajudar a filiar o presidente Jair Bolsonaro no Partido Liberal, sigla a qual Fagundes é filiado antigo e uma de suas expressões nacionais. Como seria natural acontecer, o fato de ter se tornado companheiro de partido de Bolsonaro deveria significar uma aproximação do senador com as lideranças e até com o eleitorado do presidente em Mato Grosso, o que consolidaria sua candidatura à reeleição e até lhe abriria a possibilidade de ser o candidato bolsonarista ao governo do Estado. Mas a realidade parece não ser bem essa e Fagundes pode ter problemas até para permanecer na legenda à qual é filiado há muitos anos.
Ocorre, inicialmente, que se por um lado o senador se alia à direita, que é muito forte eleitoralmente no Estado, ele perde naturalmente os votos da esquerda e do eleitorado com perfil mais de centro, que o apoiaram em eleições anteriores. É sempre importante lembrar que o político Wellington Fagundes e seu partido, o PL, foram da base de apoio dos governos petistas dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, com Fagundes tendo inclusive coordenado a campanha presidencial de Dilma em Mato Grosso.
MAS COMO
passaria a contar com os votos da chamada direita, que pode ser até mais numerosa que os eleitores da esquerda e do centro, o raciocínio natural seria que ele saiu ganhando, no entanto na política nem tudo é como na Matemática ou na Economia, ele pode ter perdido um eleitorado e não ganhado outro. Isso porque o presidente Bolsonaro tem um eleitorado fiel, de perfil extremamente conservador e de certa forma até paranóico, que vê o fantasma do “comunismo” em tudo e em todos que não são “raiz”, como costumam dizer. Dessa forma, Wellington Fagundes pode ter perdido um e pode também não conseguir agarrar o outro eleitorado, ficando num “vácuo político”, que pode minar suas pretensões nas urnas, minguando seus votos.
Experiente e expert na arte da política, o senador parece ter calculado mal seus movimentos desta vez, já que sofre resistência do bolsonarismo e também não poderá contar com a maior parte de seu numerosos eleitorado de outrora.
MAS,
como já dissemos antes nos referindo às articulações do senador mato-grossense, a política é como uma nuvem, que hora está aqui e logo em seguida não está mais. Ou seja: tudo pode mudar de uma hora para outra. Inclusive o senador mudando de partido. Aguardemos os próximos capítulos dessa novela.
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2 – DEPOIS DE MUITO SE FALAR
sobre a possibilidade do prefeito José Carlos do Pátio deixar o Solidariedade, partido que construiu no Estado mas cuja direção estadual foi entregue pela sua direção nacional para o deputado federal Dr. Leonardo, que é apoiador do presidente Bolsonaro, surge uma reviravolta e ele pode permanecer no partido. Isso porque o presidente nacional da legenda, o deputado Paulinho da Força, declarou voto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tendo inclusive oferecido a sigla para abrigar um possível vice na chapa encabeçada pelo petista, no caso o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Pátio iria deixar a sigla por conta de sua posição de apoiar Lula e por se sentir desprestigiado dentro do partido que ajudou a criar, mas com essa guinada anunciada pelo presidente nacional do Solidariedade, a situação muda completamente e não haveria porque mudar de partido, sendo mais provável que Dr. Leonardo deixa a sigla, caso queira continuar apoiando Bolsonaro.
E POR FALAR EM ZÉ DO PÁTIO,
o prefeito rondonopolitano causou furor essa semana na imprensa da capital ao lançar um comitê pró-Lula, que contou com a presença do deputado estadual Wilson Santos (PSDB), amigo pessoal e guru político de Pátio, e do vereador Ozéas Reis (PP), como maiores autoridades. Mas no caso de Wilson Santos, este esteve ali apenas na condição de amigo de Pátio e não pretende votar no petista e nem fazer parte do comitê.
No evento, o prefeito rondonopolitano defendeu o voto em Lula afirmando que foi no período em que o petista estava na presidência que o município que administra mais recebeu investimentos por parte do Governo Federal. Com a missão dada pelo próprio Lula de ajudar a construir um palanque político no Estado, Pátio decidiu criar esse comitê, mas parece não ter se importado em combinar com os demais apoiadores do ex-presidente e petistas com cargos eleitorais. Mas os que muitos, inclusive dirigentes partidários da base de Lula no Estado, avaliam é que o prefeito tenha “queimado a largada” e tentado na verdade capitalizar para si os dividendos políticos da divulgação de recentes pesquisas pré-eleitorais, que apontam que Lula lidera as intenções de voto em Rondonópolis, com 42,17% das intenções de voto, contra 29,83% de Jair Bolsonaro, de acordo com dados da pesquisa do Ipec, ex-IBOPE, divulgadas nos últimos dias.
Pátio, matreiro que é, estaria tentando marcar posição e deixar fixado no inconsciente coletivo que esse resultado se deva ao anúncio de seu apoio ao ex-presidente, mas não cremos que tenha sido isso que Lula imaginou ao lhe pedir para “ajudar a montar um palanque” no Estado, criando toda essa ciumeira com os deputados petistas de Mato Grosso.
Por hoje ficamos por aqui. Nos vemos na semana que vem para conversarmos mais sobre política.




