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Dados consolidados pela Polícia Civil de Mato Grosso indicam que todos os casos de feminicídio registrados no Estado em 2025 tiveram autoria identificada. O levantamento aponta 53 ocorrências no período, com 56 autores investigados — número superior ao de crimes porque, em algumas situações, mais de uma pessoa participou da ação.
As informações integram relatório de acompanhamento dos crimes de gênero, elaborado pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil e validado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), por meio do Observatório da Violência da Secretaria Adjunta de Inteligência.
Do total de 56 investigados, 47 estão presos, o que representa 84%. Sete morreram — cinco deles por suicídio. Um suspeito permanece foragido, com mandado de prisão expedido, e outro segue sob investigação em caso relacionado à morte de uma mulher trans em Nova Mutum.
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Monitoramento e responsabilidade institucional
Segundo a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, o acompanhamento sistemático vai além da divulgação de números.
“Temos a missão de proteger a vida e trabalhar para a manutenção dos direitos das mulheres mato-grossenses,” afirmou.
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De acordo com o relatório, o monitoramento contempla desde o registro da ocorrência até a conclusão do inquérito policial, permitindo análise detalhada de cada caso.
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Distribuição dos casos e perfil das ocorrências
Os 53 feminicídios foram registrados em 36 municípios de Mato Grosso. O documento destaca que 43% dos casos ocorreram nos meses de maio (7), junho (10) e outubro (6), sendo junho responsável por 19% das ocorrências do ano.
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A residência das vítimas foi o principal local dos crimes, concentrando 72% dos registros.
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Em relação aos meios utilizados, 43% envolveram arma branca e 38% arma de fogo.
Quanto à motivação, 83% dos feminicídios decorreram de violência doméstica e familiar. Outros 17% tiveram como elemento o menosprezo ou discriminação à condição de mulher. O relatório aponta ainda que 66% das motivações estavam associadas a ciúme e à lógica de posse.
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Vínculos entre vítimas e autores
A análise indica que 79% dos crimes foram cometidos por parceiros atuais ou anteriores. Companheiros, cônjuges ou namorados responderam por 47% dos casos, enquanto ex-companheiros ou ex-cônjuges representaram 32%.
Vínculos afetivos informais corresponderam a 6% das ocorrências. Casos sem vínculo afetivo ou com mero conhecimento prévio somaram 8%, mesmo percentual observado em situações envolvendo vínculos familiares.
O relatório também apresenta dados sobre perfil das vítimas e dos autores, histórico de violência doméstica, identificação de crianças e adolescentes órfãos em decorrência dos crimes, além de informações sobre delegacias, núcleos especializados e serviços de proteção às mulheres em situação de violência no Estado.
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