(*) Brasilino da Silva
Ele fica ali entre o passeio e o prédio como se a guardar
A bem da verdade presidir já que seu nome é presidencial
De presidencial tem pouco já que é digressão a republica
Não se conhece a Republica, mas cogita maior cerimonia
Destas de barrar, scanear à cata de detalhes do viandante
Só que não, tranquila chegada e gentil acolhida singular
Em poucos minutos já passeavam o presidencial adentro
Albergados viram-se e assim acolhidos para introspecção
Presidencial
Receptivo
Dos nubentes em paz
Informações breves, olhares genéricos buscavam a dispersão
Acolhida calorosa atmosfera de paz patrimônios de encantos
Encantos das almas a busca de laceio nos tempos de amar
Amar ocasião de tarde morna a dissipar os tempos da paixão
Paixão plena de vida e de liberdade para experienciar emoções
Contracenar com dama em flor madura por volta dos cinquenta
Cinquenta de metade, mas frescor trigueiro e curiosa outra vez
Pernoite bom, noite calma sono tranquilo no Hotel Presidencial
Das saudades rarefeitas
Nos tempos que foram
Só restou o Presidencial
A acenar na estrada
Convidando outra vez.
(*) Brasilino José da Silva é poeta em Rondonópolis



