(*) Brasilino da Silva
Olhar distante altivo, penetrante e indagador a
procurava em meio à multidão
Profusão dos olhares do público disperso gado triviais
luzes acesas da ocasião
Luzes, cores, cheiros, intrusos genéricos a segar
as cultivadas maduras ilusões
Ilusões de objetivar resposta clara, mas só olho
no olho não sai dia, hora lugar
Que se quer; ambos sabiam e aquele olhar confirmava,
mas faltava informação
Quando? Onde? Qual a marca no tempo a linguagem dos olhos não objetava
Sem a resposta direta como a do código
morse perderam ambos ela e o varão
Transeuntes cismados não captaram, mas
atrapalharam conversa de corações
Altivos
Ciosos
Corações
Mal estar na fala estralada, na linguagem do corpo
e nos lugares de pôr as mãos
Jeitos sem jeitos ligeiros a disfarçar antigas intimidades
íntimas vividas emoções
Assuntos banais segredam compromissos casados
inquietos indisfarçados corações
Quanto mais se luta para despistar mais evidências
claras ficam lados atados ilusões
Sol, chuva, calor, tempos, saudades passadas,
alegrias futuras se realizadas ilusões
Alusões a generalidades sem sentido para
camuflar sentimentos antigas pulsações
De corações em transe, pele e pelos arrepiados
exaustos das sensualidades paixões
Mas o encontro terminou sem terminar a que
veio virtù dos secadores de plantão
Marcas no tempo
Foi o que não veio
Nesta visita
Atrapalhada.
(*) Brasilino José da Silva é poeta em Rondonópolis



