
Salvo engano, este é o centésimo décimo terceiro artigo sobre o Rotary que eu escrevo e é veiculado por esta empresa jornalística, fundada na primeira metade do ano de 1970, onde eu trabalhei ainda nos tempos da minha graduação em Letras (Língua Portuguesa e Literatura), lá na saudosa e tecnologicamente revolucionária década de 1990.
Antes dele, eu já li muita coisa e posteriormente escrevi sobre quase tudo o que me foi possível no que se refere ao fascinante universo rotário, desde detalhes sobre a sua criação e o seu criador (Mr. Paul Percy Harris), a Convenção do RI (Rotary International), a Conferência Distrital, as reuniões semanais, a Prova Quádrupla, os marcos rotários, o papel feminino dentro da instituição, o intercâmbio de jovens, o dólar rotário e muito mais.
O primeiro texto produzido foi Inglês Rotário, de 7 de março de 2012, que incluiu duas das minhas maiores paixões na minha trajetória intelectual no seu título: a língua inglesa e o Rotary. Alguns meses depois, ele me rendeu o convite para fazer parte das fileiras daqueles que, no passado, levavam mais a sério tanto o ideal de Dar de Si Antes de Pensar em Si quanto o Mais se Beneficia Quem Melhor Serve – ambos lemas oficiais do Rotary, cujas origens estão nos primeiros estágios da longa e produtiva trajetória da nossa organização centenária.
O segundo texto redigido e publicado foi Homo Rotarius, de 4 de junho de 2013, que deu título a duas coletâneas homônimas, publicadas em maio de 2014 (com 25 artigos) e em maio de 2022 (com 35 artigos), merecendo figurar na revista Brasil Rotário (hoje Rotary Brasil) posteriormente – um evidente exemplo daquilo que chamamos Imagem Pública na nossa entidade. Seguindo o exemplo de companheiros que criaram e mantiveram a Coluna Rotária nas páginas deste A Tribuna nas décadas de 1970 e 1980, eu tentei contribuir com informações e reflexões que, de uma forma ou de outra, colocavam o nosso clube de serviço em evidência local e regionalmente.
De lá para cá, com maior ou menor frequência, eu fui escrevendo sobre os mais variados tópicos concernentes a um dos maiores humanitarian service clubs que existem no mundo atualmente, precursor e líder em muitas das áreas em que ele atua há mais de um século, como saúde e educação. Na verdade, exatos 120 anos. Efeméride que se completa neste 23 de fevereiro de 2025, quando o Rotary Club de Chicago, ou Rotary One, como ele – e somente ele – é mais carinhosamente (re)conhecido pela Família Rotária em todos os cantos do mundo, celebra tal data.
No entanto, por extensão, com o passar dos anos, essa longevidade de 12 décadas tem sido erroneamente atribuída ao Rotary International, que surgiu apenas em 1922, ou seja, 17 anos depois daquele primeiro clube de Rotary. Preciosismo à parte, é sempre melhor e mais acertado, historicamente falando, dizer que o Rotary faz 120 anos, e não o Rotary International, e muito menos o Rotary Club.
Well, a não ser que seja o Rotary Club of Chicago, maior cidade do estado de Illinois, o quarto mais populoso dos Estado Unidos, onde nasceram o produtor Walt Disney, o ator Harrison Ford e a ex-primeira dama Michelle Obama, dentre tantas outras personalidades que fizeram e ainda fazem a diferença no mundo, inclusive como rotarianos.
Já em Mato Grosso, 2025 é o ano em que comemoramos os 84 anos do Rotary Club de Cuiabá (fundado em 7 de julho de 1941) e os 57 anos do Rotary Club de Rondonópolis (fundado em 22 de maio de 1968). Agremiações recentes, convenhamos, se comparadas àquela que foi criada em Chicago em 1905. Daí a necessidade sempre presente de rever e reler a história do Rotary e dos rotarianos mais ilustres – sejam eles brasileiros ou estrangeiros, locais ou internacionais.
(*) JERRY MILL é idealizador da ALCAA (Associação Livre de Cultura Anglo-Americana), membro-fundador da Academia Rondonopolitana de Letras (ARL) e associado honorário do Rotary Club de Rondonópolis



