São Cristóvão meu padroeiro,
Cheguei em casa faz pouco tempo,
Trabalho como caminhoneiro,
E pra família eu sou exemplo.
Mas logo tenho que viajar de novo,
Estão rastreando o meu descanso,
Matei a saudade ao ver meu povo,
E se demorar eu sei que danço.
O possante nem esfria o motor,
Já tenho que pegar a pista e sair,
Os olhos marejam mudam de cor,
Dou um beijo nos filhos é hora de partir.
Entro em minha casa ambulante,
Uma gabine com pouco espaço,
Três poltronas e um volante,
Onde quase todo meu tempo eu passo.
Dou a partida no gigante,
E novamente eu pego a estrada,
De casa vou ficando distante,
Lembrando sempre da minha amada.
Mas não posso me distrair,
Envolver-me com fantasias,
Nem piscar e nem dormir,
Pois tenho a força de Golias.
Chega a hora de alimentar,
Estaciono num local seguro,
Tomo um banho pra refrescar,
O sono rodeia mais eu sou duro.
Ainda tenho coragem de reserva,
Quero alcançar a próxima cidade,
Jogar uma água quente na erva,
Depois sonhar, sentir saudades.
Mas antes que o dia amanheça,
Vou correndo de encontro ao meu futuro,
Não adianta esquentar a cabeça,
É trabalhar e jogar duro.
Descarregado quero voltar,
Logo estarei nos braços dela,
E quando em casa eu chegar,
Seremos únicos, um quadro e tela.
(*) Francisco de Assis Silva é Bombeiro Militar em Rondonópolis – Email: [email protected]




Leio sempre as poesias de Francisco de Assis Silva , e quero comentar, mas que pessoa poética as poesias dele sempre tem algo que nós leva a refletir, algumas vezes sobre as nossas vidas e outras sobre oque nos rodeia. As homenagens feitas por ele sobre as coisas que acontecem em rondonopolis são belissimas e merecedor de elogios e sem dizer tambem que ele é um verdadeiro romantico e amante da vida. Parabens!!!!