Fim de caminho

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Dia de Nossa Senhora de Fátima
Eu rezei à minha santinha
Pedi a proteção dela
Para toda a família minha
E pedi perdão a Jesus
Por todas as faltas que eu tinha

Sou cheio de altos e baixos
Tenho muitas imperfeições
Por isso sempre me ajoelho
E peço a Deus mil perdões
Devo estar de bem com Ele
Para fazer minhas orações

Quando a gente vive sozinho
A carência é má conselheira
E todo homem precisa
De ter uma companheira
Mas eu penso cá comigo
Que mulher é só a primeira

Surdo velho, feio e pobre
Fica difícil se casar
E canhão, sou eu que não quero
Porque não sou militar
Canhão é arma de guerra
E não enfeite para o lar

Há mais de vinte quatro anos
Estou vivendo sozinho
E quando a solidão pesa
Sinto falta de carinho
Mas com setenta e quatro anos
Estou em fim de caminho!

(*) Valdir Xavier é poeta e morador em Rondonópolis

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