A primeira derrota do Flamengo fatalmente viria algum dia e poderia ser tida como um tropeço normal, sem maiores consequências. Chegou, porém, em momento de definição da Copa do Brasil para o Ceará, por 2 a 1, na última quinta-feira, no Engenhão. Com a vaga nas semifinais sob risco, o insucesso gerou pelo menos uma cicatriz nítida. A relação entre Ronaldinho Gaúcho e a torcida rubro-negra, antes completamente apaixonada, amargou.
Apenas quatro dias depois do título estadual, os torcedores presentes ao Engenhão vaiaram o craque a cada toque de bola depois que ele perdeu um gol no segundo tempo. Foi uma demonstração do principal problema do meia no Flamengo: o jogador não é fator de decisão no time de Vanderlei Luxemburgo.
Sim, foi dele o gol do título da Taça Guanabara (primeiro turno do Campeonato Carioca), de falta. Mas são apenas cinco gols e uma assistência em 17 jogos na temporada. Ronaldinho não marca desde o dia 10 de março, de pênalti, contra o Bangu. Nos clássicos contra Botafogo (vitória por 2 a 0) e Vasco (0 a 0), o astro não fez sua presença ser marcante – esteve ausente contra o Fluminense por contusão.
“É a primeira vez que isso acontece desde quando eu cheguei. Tem de saber administrar isso tudo. A equipe tem que estar unida para dar a volta por cima”, comentou Ronaldinho, logo após a derrota para os cearenses.



