
O dia seguinte à vexatória derrota por 6 a 0 para o Coritiba foi marcado pela fuga do elenco do Palmeiras. Com medo de encarar a torcida, os jogadores evitaram o encontro antecipando no retorno para São Paulo e os próximos dias serão de decisões importantes para a equipe, sob o ponto de vista estrutural. O presidente do clube, Arnaldo Tirone; o vice de futebol, Roberto Frizzo; e o técnico Luiz Felipe Scolari vão se reunir entre este sábado e segunda-feira para discutir o futuro de alguns atletas.
A possibilidade de Felipão ser demitido é zero. Além da diretoria entender que o treinador não teve culpa pelo fracasso de Curitiba, sua multa rescisória é elevada – cerca de R$ 7 milhões. E para evitar confusão ainda maior, dificilmente qualquer decisão será divulgada antes do jogo da volta contra o Coritiba, marcado para a próxima quarta, no Pacaembu. A ideia é tentar detectar quais são os “problemas” do time e tentar solucioná-los. Um deles é de um atleta que teria pedido para Felipão, na frente de outros jogadores do elenco, a saída de um companheiro do time titular e criou constrangimento.
“Vamos conversar para saber o que aconteceu. Perder para o Coritiba é até normal, pela fase que eles vivem. O problema é a forma que perdeu. Foi vergonhoso”, disse Tirone, que nesta sexta passou o dia mais preocupado em conversar a respeito da Arena Palestra Itália. Já Felipão, após a partida, admitiu que a atuação marcou negativamente a sua carreira. “Sem dúvida foi o pior jogo que fiz pelo Palmeiras, com sobras”.
Se não acontecer uma reviravolta histórica e realmente o Palmeiras for eliminado na próxima quarta, alguns jogadores devem ser liberados para procurar clubes, já que o Palmeiras só vai voltar a jogar no próximo dia 22 contra o Botafogo, na estreia do Campeonato Brasileiro.



