Carpegiani diz que trabalhará cabeça dos jogadores

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Carpegiani: “nós estamos chegando. É questão de tranquilidade, de serenidade no momento de finalizar”

O rendimento do ataque do São Paulo nos últimos jogos está tirando o sono do técnico Paulo César Carpegiani. Ele se diz satisfeito com o número de oportunidades que vem sendo criadas pelo time, mas, ao mesmo tempo, admite que os jogadores precisam melhorar o aproveitamento. Nos últimos três jogos, todos disputados no Morumbi, a equipe fez apenas dois gols – passou apertado pelo Goiás por 1 a 0, foi eliminado pelo Santos na semifinal do Campeonato Paulista ao perder por 2 a 0 e obteve mais uma vitória magra diante do Avaí.
O treinador prefere não ficar martelando o problema pela imprensa. Mas internamente tem conversado com os jogadores. Para Carpegiani, não é apenas uma questão de levar o time para o campo e treinar. A cabeça dos meninos será trabalhada para o jogo de volta contra os catarinenses, em Florianópolis, na próxima quinta-feira.
“Eu estaria muito mais preocupado se o time não estivesse criando. Nós estamos chegando. É questão de tranquilidade, de serenidade no momento de finalizar”, disse o chefe. “Se eu ficar alimentando isso, vou criar um bicho de sete cabeças. Se eu vir aqui e falar isso, aquilo, só vai piorar”.
Mas os números foram apresentados aos jogadores. Contra o Avaí, por exemplo, na última quarta, quando o São Paulo poderia ter saído com um placar elástico, mas venceu apenas por 1 a 0, finalizou 27 vezes. O único gol foi marcado contra pelo zagueiro Revson, de cabeça, em um escanteio.
O jogador que mais tem impressionado Carpegiani é Jean. Atuando como ala, o volante tem aparecido muitas vezes na área para finalizar. O problema é o pé torto. Foi assim contra Goiás, Santos e Avaí. Carpegiani tratou de tranquilizá-lo. “Falei com ele para não ter preocupação, pode continuar tranquilo. Ele tem personalidade”, comentou o chefe.
Carpegiani revelou até o resultado de um teste psicológico realizado pelo jogador. Na verdade, o grupo todo passa pela avaliação, que é feita quinzenalmente. “Avaliamos raiva, vigor, depressão e outras coisas, que vão formando uma pirâmide. O mais perfeito do grupo é o Jean, que não se abate por nada”.
Em relação aos gols, o técnico promete trabalhar para que eles possam reaparecer em “propulsão” nos momentos decisivos da Copa do Brasil. “Estamos fazendo poucos gols. Agora, no momento adequado, no momento preciso, nós vamos fazer. Mas é claro que temos de aperfeiçoar, de melhorar e isso só vem com o treinamento”.

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