A educação é a palavra chave para um Brasil desenvolvido. Não há condições de crescer economicamente, tornar uma sociedade igualitária sem uma educação de qualidade.
Neste sentido, a sociedade é instigada a cobrar e lutar junto ao poder público, por uma educação de qualidade, com escolas e equipe diretiva bem preparada para tal.
Essa equipe deve ter, acima de tudo, proposta pedagógica de um ensino que vise desenvolver todas as potencialidades do indivíduo, fazendo-os cidadãos críticos, construtores de uma sociedade justa, responsável e igualitária.
Está mais do que na hora, dos dirigentes da educação focar seu objetivo na LDB (Lei de Diretrizes e Base), no que diz respeito a cumprir e fazer cumprir a legislação do ensino seja em qualquer esfera, e não deixar só no papel, mas fazê-lo realmente acontecer.
Cidadão sem educação, é cidadão que aceita tudo que lhe é imposto, diz amem para tudo, acha que o que fazem esta ótimo, às vezes acha que até estão fazendo demais, não sabe correr atrás dos seus direitos, mas em contrapartida acha que também não tem deveres a cumprir.
Neste contexto, percebe-se a responsabilidade do docente, que deve trabalhar em consonância com a proposta pedagógica da escola, buscando conteúdos que venham realmente desenvolver competências ao educando. É aí que está o X da questão, e novamente deparamos com a necessidade de chamar a atenção do poder público, a fim de rever o piso salarial desse importante profissional que prepara todas as demais profissões.
Nunca se pode dizer que esse profissional teve recompensa salarial que faça jus a seu trabalho. Talvez isso venha de tempos remotos, em que D. Pedro I, estabeleceu em 1827 um piso salarial de 25 mil reais, salário esse que não representava na época nem metade do que ganhava outros profissionais com a mesma formação.
Relembro aqui o tema desse artigo, educação e crescimento, tema que com certeza, preocupa os responsáveis pelo poder, pois quanto mais se aprende mais se conscientiza de que falta muita coisa e em consequência mais se exige, e talvez o poder prefira cidadão com mente atrofiada, incapaz de trazer transtornos, cobrando algo que para a máquina administrativa não tem tanta importância.
É difícil entender como um país, que apesar de ter há vários anos um Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), ainda se encontre no ranking de campeões de crianças fora da escola e de adultos analfabetos. A desculpa para essa desastrosa verdade é o tamanho da população e a injustiça social, como se isso também não fossem problemas para eles resolverem.
É preocupante o tema em foco, é necessário priorizar esse setor para que os outros setores também avancem. Os profissionais dessa área gritam socorro, tanto é que todos devem saber do desabafo da professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, que sem agredir ninguém e em bom tom mostrou como todos os responsáveis por essa área se encontram. É aí que venho externar meu pensamento e afirmar categoricamente que sem educação não há crescimento.
(*) Josefa Ambrózio de Souza é pedagoga pela UFMT, psicopedagoga e moradora em Rondonópolis há 23 anos



