
A Polícia Civil prendeu, ontem (11), um dos suspeitos de assassinar o advogado, que trabalhava como motorista de aplicativo, Paulo de Souza Freitas Júnior, 48 anos. Michael Douglas de Paula Santos, de 27 anos, foi detido preventivamente e em interrogatório na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, confessou e detalhou o crime.
O suspeito foi detido no Residencial Celina Bezerra na manhã de ontem e, na sua residência, também foi cumprido um mandado de busca a apreensão.
No local, conforme a polícia, foram apreendidos objetos e materiais que vão ajudar no esclarecimento do fato. Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram deferidos pela 1ª Vara Criminal de Rondonópolis.
Segundo o delegado da DHPP, João Paulo Praisner, o suspeito detido confessou o crime ao ser questionado durante interrogatório. Aos policiais ele relatou que, junto a um comparsa, acionaram o transporte por aplicativo com o objetivo de praticar um roubo.
“Quando a corrida foi finalizada, pediram para que a vítima seguisse para um outro ponto. Segundo ele, um ponto mais escuro, mais ermo e, neste momento, deram voz de assalto”, explicou o delegado.
O suspeito ainda contou, durante o interrogatório, que utilizaram um simulacro de arma de fogo e uma faca para render a vítima. Ele descreveu, conforme relata o delegado, que o advogado reagiu e houve uma luta dentro do veículo e eles acabaram segurando e aplicando um mata-leão na vítima.
“A vítima acabou desmaiando e eles assumiram a direção do veículo e foram para uma região mais distante. Perceberam que a vítima não acordou e abandonaram o corpo no local onde foi encontrado. Depois seguiram com o veículo até a proximidade do condomínio onde residem”, apontou o delegado.
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A polícia segue com as investigações e na busca pelo segundo suspeito do crime, mas o delegado adiantou que, embora o inquérito policial tenha sido instaurado no início para apurar um crime de homicídio, com os elementos obtidos até o momento e com base no interrogatório, o inquérito será finalizado com o indiciamento pela prática de crime patrimonial de latrocínio, cuja pena vai de 20 a 30 anos de prisão.

O delegado Regional da Polícia Civil de Rondonópolis, Santiago Rozendo Sanches, destacou o trabalho da polícia civil que conseguiu dar uma pronta e rápida resposta ao caso e que Rondonópolis não registrava um caso de latrocínio já há dois anos.
“Essa foi uma investigação muito técnica. Foram analisados um conjunto de provas que levaram à autoria e materialidade delitiva, e a constatação de que se trata de um crime patrimonial e não um crime doloso contra a vida”.
Crime
O corpo do advogado foi localizado pela polícia na tarde de sexta-feira (6), no bairro Alta Vista Parque, em Rondonópolis. Paulo Freitas, que estava trabalhando como motorista de aplicativo, estava desaparecido desde a noite da quinta-feira (5).
O carro da vítima, um BYD Mini Dolphin branco, também foi localizado pela polícia na sexta-feira, no período da manhã, abandonado na região do bairro Celina Bezerra. No veículo, documentos da vítima foram encontrados queimados. Os policiais também encontraram os cintos de segurança do carro cortados e o veículo estava com os vidros dianteiros meio abertos.




