
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11), duas operações distintas e simultâneas no interior de Mato Grosso para combater crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. As ações, batizadas de “Lilith” e “Anjo Protetor“, ocorreram nos municípios de Querência e Cáceres, respectivamente, resultando em uma prisão preventiva e na apreensão de celulares e outros dispositivos eletrônicos que servirão como prova para as investigações.
Em Querência, a Operação Lilith cumpriu um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão contra uma mulher suspeita de produzir e disponibilizar para terceiros vídeos com conteúdo de abuso sexual infantil.
De acordo com a PF, as investigações apontam que a investigada é mãe de uma das vítimas, que tinha apenas cinco anos de idade na época em que os crimes foram cometidos.
Durante a ação, foram apreendidos celulares e outros elementos de interesse para o inquérito.
Ao final do processo investigativo, a mulher poderá ser indiciada pelos crimes de estupro de vulnerável e indução à satisfação da lascívia de outrem, previstos no Código Penal, além dos crimes de armazenamento e produção de imagens de abuso sexual infantil, tipificados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Simultaneamente, em Cáceres, a PF deu início à quinta fase da Operação Anjo Protetor, focada no combate ao armazenamento de imagens de abuso sexual infantojuvenil.
Os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão, expedido pela 3ª Vara Criminal do município, contra um homem que utilizava a internet para acessar os materiais ilícitos.
A investigação teve início após a identificação de que o suspeito usava uma conta com nome falso, numa aparente tentativa de evitar a identificação pelas autoridades.
Com autorização judicial para a quebra do sigilo de dados, os policiais federais conseguiram confirmar a verdadeira identidade do investigado. O celular do suspeito foi apreendido e o conteúdo contribuirá para o avanço das apurações.
A Polícia Federal ressalta que a circulação desse tipo de material alimenta a prática de novos abusos, uma vez que os conteúdos são trocados e comercializados no ambiente virtual.
Alerta e orientação
Em ambas as ações, a Polícia Federal fez um importante alerta aos pais e responsáveis sobre a necessidade de monitorar e orientar as crianças e adolescentes no ambiente digital e físico. A instituição reforça que:
“conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades online dos jovens são medidas essenciais de proteção”.
A corporação também orienta que mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou excesso de segredo em relação ao uso de celulares e computadores, podem ser sinais de risco.
Ensinar os jovens a procurar ajuda diante de contatos inadequados no ambiente virtual é fundamental.
“A prevenção é a maneira mais eficaz de garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes”, finaliza a nota da PF.



