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Alessandra Ferreira: “Aumentam rumores de apoios a uma candidatura sua para a Assembleia Legislativa, e ganha adeptos até do grupo de Zé do Pátio…”

1 – SENHORAS E SENHORES,

vamos começar o Papo desta semana falando de um assunto que vem sendo debatido com preocupação em muitas rodas políticas desta Terra de Rondon. O risco de Rondonópolis sair da eleição do próximo ano sem representatividade na Câmara Federal, a partir de janeiro de 2027.

Na eleição de 2022, a cidade saiu com uma cadeira, ocupada pelo deputado federal José Medeiros (PL), que foi reeleito. A partir do início deste ano, a cidade passou a contar com mais um representante: o ex-vereador Rodrigo Lugli, conhecido também como Rodrigo da Zaeli (PL), por conta de sua atuação empresarial com vendas de produtos alimentícios da referida marca paranaense.

Após amargar uma derrota nas urnas, em outubro passado, na sua tentativa de voltar à Câmara de Rondonópolis, onde obteve 1.010 votos, Rodrigo da Zaeli viu “cair no seu colo” a cadeira de deputado federal, com a renúncia do titular Abílio Brunini (PL), do qual ele era o suplente, para assumir a prefeitura de Cuiabá, em 1º de janeiro deste ano.

NA VERDADE, EM 2022,

Zaeli ficou como segundo suplente do PL. Mas, com a morte, em maio do ano passado, da deputada federal Amália Barros, aos 39 anos, por conta de um nódulo no Pâncreas, o primeiro suplente Nelson Barbudo, assumiu o cargo.

Com isso, Zaeli, que só obteve  6.965 votos para deputado federal, em 2022, tornou-se o primeiro da fila do PL para assumir uma cadeira, em caso de vacância de um dos integrantes da bancada do partido, composta por quatro parlamentares.

Na visão da Coluna, o risco de Rondonópolis perder representatividade na Câmara Federal é real. Das duas cadeiras, a cidade pode sair sem nenhuma.

As razões que nos leva a fazer esta análise, corroborada por muitos palpiteiros políticos pantaneiros, em tom de preocupação, são para os nomes sem grande capilaridade eleitoral fora das divisas do município, que estão se movimentando para concorrer nas difíceis eleições para a Câmara Federal.

COMO SE SABE,

o deputado federal José Medeiro tem pretensões de alçar voos maiores na eleição do ano que vem. Ele pretende voltar ao senado federal, cargo que foi ocupado por ele por quatro anos, entre 2015 e 2018, quando substituiu Pedro Taques, de quem era suplente.

Eleito governador de Mato Grosso em 2014, Taques para assumir o comando do Palácio Paiaguás renunciou o seu mandato de senador, conquistado na eleição de 2010 para oito anos.

Embora o cenário hoje aponta para uma disputa acirradíssima pelas duas vagas de senador de Mato Grosso, que estarão em disputa na eleição do ano que vem, Medeiros acredita que pode chegar lá com a benção do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, mesmo na iminência de ser condenado e preso, no Supremo Tribunal Federal (STF), ainda detém enorme popularidade no Estado.

Além disso, Medeiros também conta com a força eleitoral de apoios dos prefeitos das duas maiores economia de Mato Grosso, Cuiabá e Rondonópolis, Abílio Brunini e Cláudio Ferreira.

POR OUTRO LADO,

Rodrigo da Zaeli deve buscar a reeleição ano que vem. Mesmo com o presidente estadual do PL, o ex-prefeito Ananias Filho, garantindo que ele será candidatura única do partido na cidade, a Coluna avalia como remotíssimas as chances do ex-presidente da Câmara de Rondonópolis, entre 2017 e 2018, conseguir êxito nas urnas ano que vem, no ritmo que a sua atuação vem tendo em Brasília.

Até que ele vem tentando se cacifar eleitoralmente. Vestiu a camisa de “bolsonarista raiz” e vem pautando até aqui a sua atuação parlamentar em questões nacionais. Mas por conta disso, talvez, tem ficado distante dos problemas de Rondonópolis. E isto pode lhe causar dificuldades na pretensão de se reeleger.

Pois, diferente de Medeiros, que tem uma identificação com os bolsonaristas mais radicais, Rodrigo não tem conseguido ganhar muita confiança. Isto é, não tem dado liga essa aproximação em nível nacional, dificultando assim expansão de eleitorado para o ano que vem em Mato Grosso.

PARA COMPLETAR,

após quase oito meses na cadeira como deputado federal, na avaliação da Coluna, a atuação de Rodrigo da Zaeli tem deixado a desejar. Um mandato bem tímido e de poucos resultados efetivos à cidade e ao Estado.

Por isso, o Papo considera que as chances de reeleição de Zaeli são remotíssimas, pois dificilmente ele terá votação para superar outros nomes de maior potencial eleitoral dentro da chapa que será montada pelo PL.

Mas estamos torcendo para que nossa avaliação esteja errada, pois queremos a representação de Rondonópolis em Brasília cada vez mais forte. Que essa nossa opinião seja apenas um alerta para o deputado Zaeli, pois tempo ainda dá para virar o jogo.

2- ALIÁS, A DISPUTA INTERNA

dentro das chapas para uma eleição deve ser intensa, pois os matemáticos pantaneiros já preveem que para alcançar uma vaga na Câmara Federal, o chamado quociente eleitoral, mesmo considerando nove cadeiras para representação de Mato Grosso em Brasília, uma a mais do que a atual legislatura, serão necessários cerca de 220 mil votos.

Para se ter uma ideia, nas eleições de 2022, para obter uma das cadeiras na Câmara Federal por Mato Grosso foi de 216.285 votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A CAPILARIDADE ELEITORAL,

Senhoras e Senhores, que o Papo avalia faltar para Rodrigo sonhar em retornar à Câmara, também é o que falta para outros nomes da cidade que estão se anunciando como pretensos candidatos.

Até aqui alguns nomes colocados foram o do vice-prefeito Altemar Lopes (Podemos), dos vereadores Ibrahim Zaher (MDB), Vinícius Amoroso (PSB), Beto do Amendoim (PSB), além do ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), a ex-primeira-dama Neuma de Moraes (que deve trocar PSB pelo PV) e o suplente de vereador Wendell Girotto (PT). E tem outros nomes que se apresentam sem a menor expressão, que acabam se tornando até alvo de chacotas pelas redes sociais.

Muitos deles aí de cima, na visão deste colunista, ensaiam a se candidatar, pois veem um “boqueirão” aberto na cidade à corrida para deputado federal.

E REALMENTE HÁ,

com Medeiros saindo a senador e pouca capilaridade eleitoral de Rodrigo da Zaeli, há muitos votos para serem disputados na cidade.

Com isso, podem ganhar maior visibilidade eleitoral para disputas futuras e, quem sabe, podem ficar numa suplência e virar deputado federal, se o raio que fez de Zaeli ocupar hoje uma cadeira na Câmara Federal cair outra vez no mesmo lugar, ou seja, em Rondonópolis.

O adágio popular diz que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas como afirma outro ditado “a política é a arte do impossível”, muitos acreditam que pode voltar acontecer.

3 – MUDANDO DE ASSUNTO,

a semana política na cidade também foi agitada pela confirmação de várias baixas no grupo do ex-prefeito Zé Carlos do Pátio, que deve trocar o PSB pelo PV, para tentar voltar para a Assembleia Legislativa na eleição de outubro do próximo ano.

Para quem acompanha a Coluna, isto não é novidade, já que dias atrás falou que muitos apoiadores do ex-prefeito estavam buscando outros caminhos para 2026. Portanto, não vão mais para rua pedir votos para Pátio.

Entre os nomes que confirmaram que não fazem mais parte do grupo de Pátio estão o ex-vereador Reginaldo e o ex-coordenador do Gabinete de Segurança, Valdemir Castilho, o Biliu.

NOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS,

o então vereador Reginaldo foi líder de Zé do Pátio na Câmara Municipal e tanto de defender o indefensável foi apelidado aqui no Papo Político de “enxugador de gelo”.

Atraiu tanto desgaste pra si que não se reelegeu, o mesmo que havia acontecido com outro líder de Pátio, que antecedeu ao Reginaldo, o saudoso Jauri Miranda, falecido em 2021, em decorrência da Covid.

Já Biliu, que além de ser responsável pela gestão do Gasp, também cumpria a missão de fazer a interlocução entre os vereadores e o chefe do executivo municipal. Portanto, os dois muitos influentes nas decisões políticas do ex-prefeito.

Além de confirmar a saída do grupo de Pátio, confirmaram também que devem apoiar a possível candidatura à deputada estadual em 2026 da 1ª dama Alessandra Croco Ferreira, que tudo indica, se realmente for lançada pelo prefeito Cláudio Ferreira (PL), como se ouve nos bastidores, deve ser pelo Podemos, partido que passará a ser presidido no Estado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, de quem o chefe do executivo municipal tem estreita relação desde os tempos em que esteve como deputado estadual.

ESTÁ EM ANDAMENTO,

na visão da Coluna, um movimento do prefeito Cláudio Ferreira para esvaziar politicamente o seu antecessor. Um movimento bem calculado, mas que, na nossa opinião, o chefe do executivo municipal deve ter bastante habilidade para não desagradar antigos apoiadores e que pensam também em contar com o seu apoio eleitoral.

Pelo que se ouve nos bastidores, tem alguns que não estão gostando nem um pouco desta movimentação em torno do nome da primeira-dama Alessandra e não descartam até mesmo partir para uma oposição, dependendo do que vier pela frente. Entre os descontentes estariam apoiadores que tiveram importante participação no projeto vitorioso de Cláudio na eleição do ano passado.

4- ANTES DE IR EMBORA POR HOJE,

não dá para deixar de comentar o anúncio feito ontem pelo prefeito Cláudio Ferreira. Depois de longos anos sem receber investimento privado de grande porte, Rondonópolis deve receber a instalação de uma usina de etanol de milho.

O investimento previsto pela Amaggi e Inpasa para a construção da usina de etanol de milho, que ficará localizado dentro do terminal ferroviário da Rumo, será de R$ 2,5 bilhões. O empreendimento vai gerar cerca de 2000 empregos na sua construção e 300 diretos na operação. A previsão à inauguração é de dois anos.

Um investimento fabuloso que deve abrir portas para novos negócios em Rondonópolis, recuperando assim o protagonismo que havia sido perdido nas gestões do prefeito Zé Carlos do Pátio, que nem a empresários concedia audiências.

É um verdadeiro golaço para a gestão de Cláudio Ferreira, que em quase oito meses de governo mudou da água pro vinho a forma que investidores são tratados no Palácio da Cidadania.

Antes vistos como inimigos e tinham as portas fechadas, para alegria de outras cidades, como Primavera do Leste, agora são recebidos com tapete vermelho. Que venham novos investimentos para o nosso município.
Até a próxima Coluna, caros leitores!

 

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1 COMENTÁRIO

  1. Cuiabá elegeu Abilio Brunini, uma pessoa corrupta e isso não sou eu que estou dizendo, tem matéria da TVCA que mostra a funcionária dele correndo do reporter pra não responder sobre as rechadinhas dele no gabinete dele enquanto vereador. Se Cuiabá se orgulhar do prefeito corrupto, provavelmente Rondonópolis vai eleger José Medeiros, que impediu a mesa legislativa da câmara de trabalhar, e tampou a boca, os olhos e os ouvidos, e ficou sentado para todos verem essa vergonha nacional. Fora o que José Medeiros fez durante a pandemia, onde o próprio assessor dele, hoje falecido, assume dentro de uma UTI, a beira de morte e desespero, que José Medeiros e companhia trabalharam para atrasar a vacinação em nosso país, imagina isso dentro do senado? Vai ser um estrago pior do que foi 8 de Janeiro, com aquele bando de pessoas com idade avançadas pedindo ditadura e quebrando patrimonio publico, que apodreçam na cadeia arruaceiros.

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