Uma escola antirracista

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(*) Ana Márcia
(*) Gean Karla
(*) Graciele Castro
(*) Renata Rodrigues

Esse artigo tem como objetivo mostrar uma escola antirracista, mas antes de tudo é importante que haja debates, para assim proteger as crianças e adolescentes do racismo e garantir o direito do desenvolvimento integral. Devido aos preconceitos existentes, muitas vezes, a escola acaba não valorizando a criança negra, e as experiências desse(a) aluno(a), isso leva a acreditar: que vivemos numa sociedade com uma democracia racial de fachada, destruída de qualquer preocupação com convivência multiétnica, as crianças aprendem as diferenças no espaço escolar, de forma bastante preconceituosa.

Por isso é tão importante o currículo escolar, pois se torna como uma arma poderosa. Compatibilizando, assim com José Carlos Libânio (2004) que reforça o pensamento. Esclarecendo sobre critérios para selecionar-se os saberes, que serão transmitidos aos alunos. É justamente, o currículo que determinará aquilo que serão transmitidos e assimilados.

No entanto, observa-se o distanciamento dos seus princípios e objetivos da política educacional. Pois a instituição escolar, necessita focar as múltiplas manifestações culturais dos mais variados grupos sociais, que compõe a unidade escolar. Essa visão, evidencia que a discriminação racial produz no interior das crianças negras sentimentos de desvalorizações, e afetam diretamente na formação das identidades, produzindo de certo modo, a negação de sua cultura, de seus traços, de sua ancestralidade.

Cabe ao professor, estimular a criança independente de cor de raça, deixar que ela expresse suas ideias, desejos, e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão (campo de experiência, escuta, fala, pensamento e imaginação

Ainda, de acordo com a DCNEI em seu artigo 9 (nono) dos eixos estruturantes das práticas pedagógicas, dessa etapa da Educação Básica, são as interações, brincadeiras, experiências que motivam as crianças a construírem e apropriarem-se de conhecimentos, por meio de suas ações e interações, com seus pares e com os adultos que possibilitam aprendizagem desenvolvimento e socialização.

A educação é um poderoso paradigma, que funciona como instrumento de construtor e transmissor de conhecimento, atitudes e valores sócio-culturais, entre outros. É recomendável que os responsáveis pela prática escolar tenham o mesmo olhar, tanto para os negros, quantos para os brancos, índios, deficientes, obesos, homossexuais e a todos os demais segmentos excluídos, que necessitam que seus direitos sejam garantidos e respeitados em diversos espaços da sociedade

Iniciar esse processo de socialização, planejar espaços favoráveis, para que os alunos possam: “relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história dos seus familiares e da sua comunidade”.

Estudos demonstram que ainda a escola tem privilegiado o domínio do conhecimento elaborado, esquecendo-se do sujeito de diversas etnias que se encontram presente, na busca de aprender e aperfeiçoar o saber, a fim de inserir-se em uma dada sociedade com seus valores e cultura, que menospreza a subjetividade do educando negro ao deixar de valorizar os seus aspectos cognitivos, morais, afetivos, sociais e culturais que foram adquiridos no meio sociocultural.

Refletir sobre isto é investigar e mostrar que a criança negra tem que ser vista como um ser social, como sujeito que se constitui na cultura e também é produtora de culturas e conhecimentos sobre si próprio e ao seu entorno.

(*) Ana Márcia Carmo Duarte Almeida, Gean Karla Dias Pimentel, Graciele Castro e Renata Rodrigues de Arruda são professoras em Rondonópolis

 

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