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Reportagem do A TRIBUNA de ontem (2) mostrou o caso de duas pontes de concreto, com obras iniciadas e sem conclusão pela Prefeitura Municipal. É claro que não são as únicas obras que o poder executivo deu início mas não deu conclusão, mas nesses casos em específico deixam claro que a mobilidade dos seus cidadãos e a ligação entre os bairros e regiões da cidade não passam nem perto de serem prioridades para a atual administração.
Ainda que essas paralisações de obras públicas sejam algo corriqueiro nos tempos atuais em Rondonópolis, não deixa de causar revolta ver uma estrutura já iniciada e em seguida abandonada, pois se trata de dinheiro público empregado ali sem trazer nenhum benefício para a comunidade, e são obras muito bem-vindas para melhorar o tráfego de veículos e de pessoas, quando concluídas.
Mas, como relatado na reportagem, as tais obras foram iniciadas, acendendo a esperança dos moradores da região de poderem em breve contar com as tais pontes, no entanto transformando esse sonho em desilusão.
Essa falta de preocupação com a construção de pontes e de promover ligações entre as regiões da cidade, que é cortada por vários córregos e pelo Ribeirão Arareau, além do Rio Vermelho, pode ser comprovado não só com a paralisação dessas duas pontes, mas também pelo fato de que obras importantes, como a ponte da Avenida Arnaldo Estevão no centro, não avançam, não saem do papel.
É notório que há muitas regiões da cidade que precisam de pontes, como é o caso da Vila Cardoso, por onde passa o Arareau e onde a população precisa dar voltas enormes para chegar a poucos metros de distância do outro lado do Ribeirão, justamente por falta das tais pontes.
Historicamente, o A TRIBUNA tem feito a defesa desse tipo de obra estruturante, pois tem uma enorme utilidade para os cidadãos, encurtando as distâncias e promovendo a aproximação das comunidades. Os benefícios para o trânsito também seriam enormes, pois desafogaria em parte o pesado tráfego de muitas vias.
É por essas e outras situações que defendemos que sejam construídas pontes. E que as iniciadas sejam concluídas.



