O problema da falta de segurança pública em Rondonópolis vem demonstrado seus agravantes a cada dia. Se não bastasse a falta de efetivo, tanto na polícia civil, como na militar, o sistema prisional da cidade não está longe de entrar em colapso, caso as autoridades não cumpram com o que foi determinado pela justiça. Isso mesmo! Foi preciso que o Ministério Público entrasse com ações contra o Estado para garantir as reformas da Penitenciária da Mata Grande e do Sistema Socioeducativo.
Anteontem (9), um fato voltou os olhos da população para a Penitenciária da Mata Grande, de onde fugiram cinco presos. Eles, simplesmente, serraram as grades e fugiram com uma corda feita com lençóis, de um presídio considerado de ‘segurança máxima’.
Já, no sistema Socioeducativo, onde o MP classificou de local degradante para um ser humano, a reforma emergencial, que deveria ser iniciada há 60 dias pelo Estado e agora entregue, ainda não começou.
Até o momento, mesmo com determinações judiciais, as reformas ainda não saíram do papel. Enquanto isso, a Mata Grande, quase sempre está superlotada, e o socioeducativo não tem estrutura física para educar ninguém, é um depósito de adolescentes em débito com a lei. Um simples depósito.
A segurança pública, para que funcione, depende de inúmeras variantes, desde o trabalho social de base para famílias em risco social, que faz parte da prevenção, passando pela repressão ao crime, pelo sistema judiciário e prisional.
Hoje, vemos uma falta de ações preventivas, uma repressão que deixa a desejar por falta de efetivo, um poder judiciário que precisa por na rua verdadeiros ‘bandidos’ seguindo o que determina a lei, já que estes não foram recuperados pelo sistema prisional. Essa é a realidade! E para o povo resta o medo de ser o próximo escolhido para ser atacado.
É extremamente necessário que o Estado seja acordado! Está na hora da sociedade rondonopolitana se reunir e cobrar com veemência o que nos é de direito: investimentos em segurança pública. O Estado nos deve.



