Casa para quem precisaA casa própria é sonho de milhares de rondonopolitanos. As últimas estatísticas indicavam que mais de 10 mil pessoas estavam na fila de espera pela casa própria em Rondonópolis. Diante da grande demanda, por mais que hajam esforços para a construção de vários novos conjuntos habitacionais populares, não será o suficiente para acabar com o problema da falta de moradia de uma hora para outra na cidade.
O pior de tudo é quando essas casas populares, através de programas sociais, são entregues para pessoas que não precisam ou para aventureiros. Quando isso ocorre, os imóveis viram grandes moedas de troca para o lucro de pessoas inescrupulosas. Faz tempo que denúncias nesse sentido ocorrem em Rondonópolis, dando conta de que beneficiários de programas sociais estão comercializando, fazendo troca ou alugando esses imóveis populares.
Tal postura é motivo de indignação, porque quem está na fila de espera sofre uma difícil situação, morando com familiares, em barracos ou sacrificando a renda para o pagamento de aluguel. Existe muita gente que precisa realmente de moradias através de programas populares, mas que deixam de ser contempladas por causa dessas pessoas que visam apenas o lucro, que não precisam das mesmas, que estão dispostas a qualquer negócio.
Por isso, realmente, é muito importante a postura da administração municipal, por meio de parceria com várias secretarias e entidades, em proceder a devida fiscalização quanto à venda, permuta e locação desses imóveis de programas sociais. Nesse sentido, o Jornal A TRIBUNA noticiou ontem a ação da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação visando encontrar casos de pessoas que tenham vendido, trocado ou locado esses imóveis.
Esperamos que a fiscalização iniciada pela administração seja intensificada e, mais do que isso: que os casos irregulares recebam a devida punição. Nesses casos irregulares, os imóveis realmente devem ser retomados e entregues para famílias que verdadeiramente precisam e que estão há vários anos na fila de espera. Não basta apenas as denúncias dos moradores. É preciso mais rigor e mais fiscalização para que essas casas de programas sociais estejam sendo direcionadas para quem merece.



