
Depois da cassação do mandato de deputado federal que aconteceu nesta terça-feira (23) por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Ministério Público Eleitoral (MP) pediu a impugnação do registro de candidatura ao Senado de Neri Geller (PP), que concorre ao cargo nas eleições deste ano.
Segundo o MP, a impugnação baseia-se justamente na decisão do TSE que tornou Neri inelegível. Além da impugnação da candidatura, o MP pediu liminar suspendendo a utilização do horário eleitoral pelo candidato, bem como o uso de recursos do fundo partidário. O pedido é assinado pelo procurador regional eleitoral, Erich Rafhael Masson.
Após a decisão do TSE, Neri concedeu entrevista coletiva em Cuiabá ontem (24) e afirmou que, se o partido entender, se mantém na disputa ao Senado e dará prosseguimento a agenda de campanha. A coletiva ocorreu na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e contou com a presença do senador Carlos Fávaro e do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.
Neri também se pronunciou sobre o caso em suas redes sociais, onde agradeceu o apoio que está recebendo. Ele disse estar pronto para o desafio. Afirmou que foi cassado de forma injusta e que os ministros do TSE foram induzidos ao erro pelo Ministério Público Eleitoral.
Além de informar que se mantém na disputa ao Senado, Neri destacou que aguarda a publicação do acórdão do TSE para que possa entrar com as medidas cabíveis para reverter a inelegibilidade e a cassação do mandato de deputado federal.
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Neri Geller teve o mandato cassado pelo TSE por unanimidade em sessão plenária realizada nesta terça-feira por abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 2018. Ainda ontem, o TSE determinou o cumprimento da decisão com o afastamento do Neri de forma imediata ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. A decisão determinou ainda inelegibilidade por oito anos.
Na denúncia que levou a cassação, o MP Eleitoral apontou indícios na prestação de contas da campanha para a Câmara Federal em 2018 da utilização de “triangulações de contas bancárias” intermediadas pelo filho de Neri, Marcelo Geller, para captar doações de pessoas jurídicas para financiar a campanha do pai.
Essa prática é vedada pela legislação eleitoral. A intenção também seria, conforme o MP Eleitoral, de maquiar a violação do limite legal de doações de pessoas físicas.
Em defesa, Neri Geller afirmou que as transações ocorreram em decorrência do trabalho como produtor rural e que eram comuns de serem feitas por ele.




