Estado promete melhorias na segurança

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O município de Rondonópolis deve funcionar como laboratório para uma série de medidas a serem implantadas para a melhoria da segurança pública em todo o estado de Mato Grosso. A informação foi repassada pelo secretário de Justiça e Segurança Pública do Estado, Diógenes Curado, que esteve em conversa com vereadores e jornalistas na noite de ontem na Câmara Municipal e, na sequência, participou de uma reunião para discutir problemas da segurança local com os maçons de Rondonópolis, na Loja Maçônica Marechal Rondon.

[inspic=31296,right,fullscreen,200]A intenção do Estado é fechar o cerco contra uma das principais causas da criminalidade: o tráfico de drogas. Para isso, Diógenes anunciou que será instalado na cidade, o mais breve possível, o Grupo de Combate ao Tráfico de Entorpecentes. Outro anúncio foi da instalação das Bases Comunitárias nas regiões de Vila Operária e Vila Salmem, entre março e abril, fazendo uma ponte entre a polícia e a comunidade. Cada base teria entre 25 e 30 policiais, 1 a 2 policiais civis, bombeiros e servidores da perícia oficial e identificação técnica.

Até abril, 44 policiais militares em formação devem chegar às ruas, assim como será aberta a opção de transferência voluntária de soldados de outras cidades para Rondonópolis. “Temos confiança que as medidas vão ser de impacto e vão ter resultado”, garantiu o secretário, enfatizando que o Estado fará um trabalho diferenciado na área de segurança não só em Rondonópolis, mas nos municípios da região também. Nesse sentido, haverá um reforço de ações conjuntas entre as polícias Militar e Civil. No entanto, reforçou que a ideia é que as medidas implantadas localmente sejam implantadas no estado inteiro, sendo antecipadas em Rondonópolis.

O secretário lembrou da iniciativa dos vereadores, em encontro com o governador Blairo Maggi na semana passada, pedindo providências para conter o avanço dos assaltos e furtos na cidade. Ressaltou que, de imediato, determinou a vinda do comandante geral da Polícia Militar, Benedito Campos Filho, ainda na semana passada, que já implementou uma série de ações ostensivas e preventivas na cidade, com várias prisões já efetivadas.

Diógenes prometeu ainda voltar a Rondonópolis daqui a 30 a 45 dias para participar de uma audiência pública, para acompanhar junto à comunidade os resultados das ações que começaram a ser implementadas agora em prol da segurança pública local.

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2 COMENTÁRIOS

  1. O caos em que se encontra a área de segurança neste momento é o reflexo de inúmeros erros cometidos nos dois ultimos anos. Começamos falando da questão salarial nas Policias Civil e Militar; diversas promessas não foram cumpridas, dentre as quais podemos citar: Salário de nivel superior aos PCs e o reajuste fracionado aos PMs; PMs trabalham na folga e até hoje ninguen recebeu a tal gratificação por jornada voluntária.
    Vamos agora ao ambiente organizacional: Na PC a estrutura e o efetivo são modestos, não podendo se esperar grandes resultados; na PM, com uma estrutura melhor, os comandantes não cuidam do policiamento, se enbrenharam num emaranhado de intrigas, procurando sempre esconder os problemas ao invés de soluciná-los. Os oficiais ficam uns tentando derrubar os outros, para se galgar as melhores funções e é necessário muita bajulação, ou seja, não é o policial mais preparado que exerce a função e sim aquele que agrada o chefe.
    Passemos agora ao foco da administração da PM no Comando do Campos Filho: Perseguir os Policiais Militares: quem reclama ou é transferido ou não recebe as promoções, e quem cuida do policiamento: ninguém. Em todo o ano de 2007 e 2008 o foco principal do Comando da PM foi segurar o efetivo na questão salarial e de descontentamento da tropa. Se esqueceram das demais areas da corporação: o último concurso para soldado foi um fiasco, nem sequer as vagas ofertadas foram preenchidas. Nestes dois anos não foi adquirido nada de armamento e equipamento para a PM, por quê? Esqueceram de pedir para a SEJUSP, estavam todos querendo abafar os escândalos da corporação e agradar assim o verdadeiro comandante da PM: Maj Novaki, que, alias, nem os cursos obrigatórios para chegar ao posto de Major fez. Será que ele é qualificado para dar as cartas na PM? Olha o tamanho do erro que foi cometido. E quem paga? A população, pois os comandnantes que cometerem os erros andam escoltados.

  2. Se alguém ainda tinha dúvidas quanto aos reais motivos da tão polemizada transferência de policiais de Rondonópolis para o nortão do estado, o secretário de segurança acaba de tirá-las.
    Se está sendo necessário a transferência de soldados de outras cidades para Rondonópolis como ele afirma, por que será que o comandante geral da PM faz o inverso? Outra perguntinha: o secretário disse que as transferências para a cidade será de voluntários, os 18 mandados para os mais distantes rincões do estado são mais que voluntários, será que o comandante geral permitirá o retorno desses policiais? Está ai a oportunidade de ele provar que realmente não houve perseguição.

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