
O prefeito Cláudio Ferreira (PL) já tomou a decisão sobre o futuro da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), que completou ontem 48 anos de existência e passa por uma grave crise financeira, com uma dívida milionária, acima dos R$ 260 milhões já anunciados, herdada de administrações passadas.
Como mostrou ontem o A TRIBUNA, no final da tarde da última segunda-feira (7), o prefeito Cláudio anunciou que a empresa pública, que conta com mais de 600 trabalhadores, vai entrar em um processo de liquidação.
Não é segredo para ninguém que a situação da Coder é uma bomba-relógio que uma hora explodirá, por conta das gestões temerárias ao longo dos anos. Os prefeitos anteriores não tiveram a coragem de encarar o problema devido o desgaste político que gera.
Caiu, então, no colo do atual prefeito, que mostrou coragem, ao buscar uma saída junto aos órgãos de controle, como é o caso do Tribunal de Contas, que respondeu com a abertura de uma mesa técnica para se discutir saídas, até mesmo porque a forma em que a empresa vinha sendo tocada não se sustenta mais.
Mais uma vez de forma corajosa, o prefeito Cláudio foi até a sede da Coder na segunda-feira anunciar aos trabalhadores que a situação da empresa tornou-se inviável, já que, atualmente, não tem certidão negativa e está impedida de contratar com a Prefeitura.
Diante do quadro herdado das gestões anteriores, Ferreira apontou que a solução passa pela liquidação da companhia, no qual a Prefeitura vai assumir o passivo trabalhista existente. Como alternativa, ele sugeriu a criação de uma cooperativa para absorver os servidores.
A princípio a ideia não foi bem digerida pelos trabalhadores, que insistem que a empresa é viável e necessita é de uma reestruturação. Todavia, tudo indica que decisão já está tomada, não tem mais volta.
Até mesmo uma assembleia já foi convocada para o próximo dia 14 de julho para discutir o processo de liquidação, que inclui ainda a necessidade de aprovação da Câmara Municipal.
Portanto, não será da noite para o dia que o fechamento se dará. Tem um longo caminho pela frente, que envolverá muita conversa com a Câmara e, também, com os próprios trabalhadores, que, sem dúvida, são os maiores prejudicados nesta história.
O que se espera, por mais traumática que seja a situação, que sejam buscados mecanismos para que os trabalhadores sofram o menos possível e a sociedade tenha o devido conhecimento sobre todos os custos necessários para que ocorra este processo de liquidação, já que a dívida acima de R$ 260 milhões terá que ser paga por todos nós contribuintes rondonopolitanos.



