
Rondonópolis ficou de fora da chapa montada para compor a nova diretoria do Consórcio Regional de Saúde Sul de Mato Grosso (Coress) para os próximos dois anos. A exclusão, como mostrou o A TRIBUNA na edição ontem, deixou o prefeito eleito Cláudio Ferreira (PL) na bronca.
Com toda razão ele está indignado, afinal o Coress atende 19 municípios da região sudeste de Mato Grosso e Rondonópolis é quem faz a maior contribuição de recursos, chegando a mais de 70%, já que o cálculo do repasse municipal tem como base a população.
A eleição da nova diretoria do Coress, que é composta pelos prefeitos dos municípios associados, deve ter chapa única e ocorre no próximo dia 2 de dezembro. Atual vice-presidente, o prefeito de Tesouro, Isaack Castelo Branco (PSB) encabeça a chapa única para dirigir o consórcio de saúde no próximo biênio.
É muito grave também a declaração do prefeito eleito, Cláudio Ferreira, que toma posse no dia 1º de janeiro, de que ele só foi comunicado ontem de que a eleição ocorrerá na próxima segunda-feira e que a chapa já estava fechada, “e não tinha volta”. Caso não aceite, a porta da rua é serventia da casa.
Realmente, como disse Ferreira na reportagem, é um completo desrespeito a exclusão de Rondonópolis neste processo. Não faz sentido algum. É como se o ator principal ficasse de fora da peça.
Pelo que representa, Rondonópolis precisa ter voz ativa dentro da direção do consórcio. Cabe lembrar que é a maior cidade da região e oferece vários serviços qualificados na área da saúde, que os menores não têm.
Resta então uma alternativa para equilibrar a situação, se a chapa já está pronta e sem a participação de Rondonópolis, o principal cargo dentro do Consórcio, o de Secretário Executivo, pode muito bem ser indicado pelo prefeito eleito Cláudio Ferreira.
Portanto, a participação de Rondonópolis é importante, a relação entre os municípios que integram o Coress deve ser harmoniosa e o prefeito eleito está correto em fazer este enfrentamento para defender os interesses do município nesta discussão.



