Medicina em Rondonópolis e Dourados

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A ida de grande parte da Câmara de Vereadores e do prefeito Zé Carlos do Pátio (PMDB) na última quarta-feira à capital do estado, para trabalhar a vinda de recursos, trouxe de volta à tona uma discussão que volta e meia é debatida no meio político da cidade, que é a possibilidade de Rondonópolis receber em breve o curso de medicina.
A questão volta a trazer outra análise, a comparação entre a cidade de Rondonópolis e a cidade de Dourados em Mato Grosso do Sul. As duas cidades têm muitas semelhanças, principalmente em importância regional e porte populacional. Mas, no quesito educação, não se pode negar, a cidade de Mato Grosso do Sul já está à nossa frente, e com uma distância considerável.
Um exemplo que não pode ser negado é que em Dourados houve uma desvinculação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O campus de Dourados já é autônomo.
Por outro lado, o nosso campus da UFMT ainda vive a expectativa de ser autônomo. A luta vem se arrastando há anos e quando pensamos que o sonho da autonomia será concretizado sempre vem a ducha de água fria.
Em Dourados, com a autonomia do campus, a grande novidade foi a criação de novos cursos. O curso de medicina foi um exemplo disso, inclusive é reconhecido pelo Ministério da Educação desde 2008.
Deve-se destacar que os esforços para a autonomia do campus local tem sido grande em todos os aspectos, e na parte relacionada ao que cabe ao projeto feito pelos professores da UFMT de Rondonópolis não houve erros. O que ocorreu é que faltou, sim, mais ação por parte da classe política, que não conseguiu finalizar a questão da autonomia do campus. Por outro lado, fica claro que se a vinda do curso de medicina for tratada da mesma forma que a classe política tratou a emancipação do campus local, vai ser difícil esse sonho virar realidade a curto prazo.
Por outro lado, há um grupo que defende buscar uma instituição privada para a instalação do curso. Uma ideia que também é válida, o problema é que o ideal seria um curso federal, onde não há custos da mensalidade para as pessoas que querem a carreira de médico. O preço das instituições privadas nos dias atuais fica muito acima do orçamento da maioria das famílias rondonopolitanas.
É interessante dizer que um curso do porte de medicina movimenta a economia e aos poucos ajuda a minimizar problemas de saúde, como falta de infraestrutura e até mesmo a falta de médicos para atender a demanda. Pena que, pelo visto, para que isso ocorra vai levar anos e anos.

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