Segurança hídrica: Prefeitura avança em projeto para construir lago no Arareau

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A construção de uma barragem no Arareau, para a criação de um lago artificial, a exemplo do Paranoá, em Brasília, foi indicada como uma alternativa para reduzir a dependência do Rio Vermelho no abastecimento local (Foto – Arquivo)

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A prefeitura de Rondonópolis avançou no projeto de construção de um lago, que será um reservatório de água, na região da nascente do córrego Arareau, com a publicação de decreto municipal que declara de utilidade pública áreas de propriedade particular para fins de desapropriação. As áreas, conforme decreto, devem ser desapropriadas para a implantação do reservatório de água municipal.

O decreto 13.346, de 13 de abril, declarou de utilidade pública áreas de metragens diversas na zona rural e também urbana do Município. Ao todo, foram declaradas de utilidade pública 36 áreas. Os tamanhos são diversos variando entre mais de 40 hectares até áreas de 1 hectare.

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A maior parte delas está localizada na zona rural de Rondonópolis, em fazendas, estâncias e chácaras. Há também áreas situadas no loteamento de chácaras Globo Recreio, e na zona urbana, nas proximidades do loteamento Parque das Laranjeiras.

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De acordo com o que estabelece o decreto assinado pelo prefeito Cláudio Ferreira, as 36 áreas cujos memoriais de localização foram descritos no decreto, serão destinadas para o reservatório municipal de água bruto e implantação de infraestrutura associada. O objetivo é a diversificação da matriz hídrica e à garantia da segurança do abastecimento público em Rondonópolis.

Além disso, o decreto autoriza os agentes públicos a entrarem nas áreas para a realização de medições, levantamentos e avaliações.

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PROJETO

O estudo do projeto de construção de um lago artificial nos altos do córrego Arareau, como uma solução para a crise hídrica na cidade, já havia sido anunciado pelo prefeito em uma entrevista exclusiva ao A TRIBUNA em 1º de agosto do ano passado.

Na ocasião, Cláudio Ferreira explicou que planejava algumas medidas de recuperação ambiental e a construção de um lago artificial nos altos do Arareau, com o propósito de viabilizar a segurança hídrica do município. A construção de uma barragem no Arareau, para a criação de um lago artificial, a exemplo do Paranoá, em Brasília, foi indicada como uma alternativa para reduzir a dependência do Rio Vermelho no abastecimento local.

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A preocupação com a segurança hídrica ocorre em função da redução do volume de água do Rio Vermelho que pode levar à restrições no fornecimento de água, afetando o cotidiano dos moradores e atividades econômicas em Rondonópolis.

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Um estudo feito pela Superintendência de Averbação e Cartografia do Município, divulgado ano passado, apresentou números alarmantes, evidenciando uma tendência de seca contínua, com redução do nível do Rio Vermelho. Segundo o relatório, a baixa vazão e o assoreamento acelerado do rio já afetam o fornecimento de água para cerca de 50% dos bairros da cidade em períodos críticos e aumentam os custos de tratamento devido à maior concentração de poluentes.

Além de aumentar a reserva hídrica do município, a prefeitura já avaliava que a criação do lago pode se tornar uma fonte de lazer e ainda contribuir para a melhoria da qualidade ambiental da cidade, com o aumento da umidade relativa e da qualidade do ar na área urbana de Rondonópolis.

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IDEIA NÃO É NOVA

Apesar do projeto estar avançando atualmente, a ideia da construção de uma barragem no Arareau não é nova e já foi alvo de debates, anos atrás, após ser levantada pelo advogado José Roberto Feltrin, falecido, em 2021, em decorrência da Covid-19.

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