
Durante a 5ª edição do TJMT Inclusivo – Capacitação e Conscientização em Autismo, realizado nesta sexta-feira (17) em Rondonópolis, o prefeito Cláudio Ferreira, em sua fala, denunciou o severo prejuízo à causa autista por conta da judicialização ocorrida nessa área. Ele pediu a união de todos, com abertura de um amplo debate, em busca de uma solução para o problema.
No evento organizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, Cláudio Ferreira alertou que, em 2020, a Prefeitura de Rondonópolis gastava cerca de R$ 400 mil em terapias para autismo e, em 2022, esse valor subiu para pouco mais de R$ 2,5 milhões.
Por sua vez, apontou uma progressão geométrica nos gastos em 2024, perfazendo mais de R$ 19 milhões. E, até julho deste ano, o Município gastou R$ 11 milhões, com estimativa de chegar a R$ 25 milhões.
O prefeito classificou o avanço nos gastos nessa área como uma discrepância. No entanto, pondera que a causa autista é legítima e precisa ser apoiada, mas que há um problema a ser enfrentado.
“Tem muita gente ganhando dinheiro à custa da causa autista, que está sendo usada por muitos para obtenção de vantagens financeiras. Infelizmente, existem muitos aproveitadores que não só prejudicam o debate honesto como uma solução concreta para a causa”, ponderou ele para a reportagem.
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Ainda em sua fala, Cláudio externou que não se pode continuar dessa forma. “Acredito que, com a metade desses recursos, com R$ 12 milhões, nós teríamos condições de atender todas as pessoas que têm autismo em Rondonópolis”, analisou.
Apesar da situação, o prefeito externou no evento que continua acreditando na capacidade do ser humano de cooperar e superar os obstáculos que encontra. Assim, destacou que é o momento de unir forças e, com a participação de vários setores da sociedade, encontrar a saída para garantir o atendimento a todos que realmente precisam.
“Vamos fazer um exercício de civilidade. Vamos fazer o que o Tribunal de Justiça está fazendo hoje. Não vamos resolver as coisas à base da força, da coerção, mas vamos sentar para debater e encontrar a solução”, conclamou.
O seminário lotou as dependências da ADNA Rondonópolis, contando ainda com a presença da desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, da juíza diretora do Fórum de Rondonópolis, Aline Bissoni, dos magistrados Wanderlei José dos Reis, Antônio Veloso Peleja Júnior e Renata do Carmo Evaristo Parreira, além de diversos profissionais convidados.





Quando eu falo sobre como esse cidadão não sabe ser um político é disso que eu to falando, como ele faz esse tipo de comentário em um evento para justamente falar sobre a inclusão do autista na sociedade, sobre acolher o autista. Esse tipo de comentário nem deveria existir, porque ele não tem provas do que está falando, se basear apenas em uma projeção não significa nada. E o mundo inteiro vem apresentando altos índices de pessoas diagnosticadas com autismo. Esse comentário foi infeliz, e ainda tem mais três anos disso.
O prejuízo à causa autista vem da omissão do próprio poder público que, ciente da grande demanda por terapias, nada fez para viabilizar o atendimento dessas crianças. Passou da hora do Município implantar seu próprio centro de tratamento, isso economizaria milhões aos cofres públicos. Mas não, muito melhor culpar os outros em vez de tomar qualquer atitude concreta para satisfazer as necessidades da população.
Se o prefeito junto com a secretaria de saúde investir na rede básica de saúde contratanfo especializada teremis resultado pois não temos neuro pediatra para atender o tamanho de nossa cidade. Basta retirar as regalias dos políticos que pegamos muito caro poi o Brasil é lugar de políticos mais caros do mundo
Dá a entender que o gestor vê o atendimento a pessoas autistas como um fardo financeiro, o que fere princípios de dignidade, inclusão e direitos humanos.
Esse senhor não tem sentido literal!
Decepcionada! 😢
O maior problema está na rede básica de saúde. Quantos neuropediatras atendem na rede pública de saúde? A secretária municipal de saúde pode começar revendo isso. Ofertando a população uns 5 médicos especialistas pra atender as nossas crianças já resolveria muito. Aliás não é só essa demanda de médico que precisa ser visto