
Os votos obtidos no último domingo (6) pelos candidatos Wilber Maciel (MDB) e Ronaldo Corppus (Republicanos), caso sejam “descongelados” pela Justiça Eleitoral, não devem alterar a composição da Câmara Municipal para a próxima legislatura, que se inicia no dia 1º de janeiro de 2025 e vai até 31 de dezembro de 2028. Maciel obteve 719 votos e Corppus 339.
“A situação dos dois candidatos que estão sub judice não deve alterar em nada o quadro das contas do quociente eleitoral em Rondonópolis”, disse ontem ao A TRIBUNA o advogado eleitoralista Magno Pereira.
O número considerado “mágico”, conhecido como quociente eleitoral, para que os partidos consigam eleger um vereador, ficou em torno de 5.800 votos.
Os votos obtidos pelos candidatos Wilber Maciel e Ronaldo Corppus, no pleito eleitoral deste ano, 719 e 339, respectivamente, encontram-se “congelados”, pois tiveram os registros de suas candidaturas indeferidos e concorreram sub judice.
Isto é, eles entraram com recurso nas instâncias superiores contra os indeferimentos dos seus respectivos registros, tanto pela Justiça Eleitoral em Rondonópolis como pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
O advogado observa que muitos partidos não entraram nas três rodadas previstas para fazer a composição da Câmara Municipal em razão da baixa votação das chapas.
“As sobras médias para os partidos que fizeram um ou dois na primeira rodada também ficaram baixas. Isso fez com que apenas o MDB levasse uma vaga na segunda rodada, conhecida como 80% a 20%, que foi o vereador reeleito Adilson do Naboreiro”, comentou Magno Pereira.
Segundo ele, quase todas as chapas de partidos considerados menores não conseguiram brigar na rodada das sobras do 80% a 20%.
“Apenas o PSD conseguiu chegar aos 80%, isto é na segunda rodada. Mas, o seu primeiro colocado, o candidato Wender Dias, teve menos de 20% do quociente, que ficou em 5.808, que foi dentro do que prevíamos”, finalizou Magno Pereira.



