
Um levantamento da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Rondonópolis junto ao varejo local mostra que os lojistas projetam um incremento de até 20% nas vendas durante a Black Friday deste ano em comparação ao ano passado.
Marcada para o dia 25 de novembro, a Black Friday se consolidou como uma importante data para o varejo com aumento nas vendas. Em Rondonópolis, segundo a CDL, o empresariado está cauteloso mas, mesmo assim, espera crescimento nas vendas em relação a 2021. A data está servindo como uma antecipação para as vendas na Copa do Mundo e do Natal.
Ainda, de acordo com a CDL, boa parte do comércio local já se antecipou e fez da Black Friday um “esquenta” para a Copa do Mundo e para o Natal.
“Aqui na loja aproveitamos para antecipar, até para uma campanha não atrapalhar a outra. Nossa loja já está cheia de produtos e promoções, além das condições de pagamento com prazo estendido. Neste ano, a Black é no final do mês, quando o comércio dá uma desaquecida. Por isso, a aposta é que para quem se antecipou, o resultado vai ser positivo”, analisa um lojista entrevistado.
Outro lojista ouvido pela CDL, do ramo de móveis e eletrodomésticos, concorda: é preciso se antecipar para conseguir atrair os clientes. “Temos uma meta de incremento em 20%, e ainda querendo crescer mais. Ainda sentimos que o processo está ocorrendo timidamente e é fato que a questão política atrapalhou muito. A população está sem saber o que vai acontecer e, consequentemente, não vai entrar em conta. Mas estamos preparados e com promoções pensadas para esta data”, afirma.
Para os lojistas, a “Black Friday neste ano tende a ser mais vigorosa que no ano passado porque os estoques estão mais abastecidos”, diz. Mas alerta: “Muita gente segue afetada, com dívidas, score baixo e isso eleva os juros”.
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“Outro ponto é que vai ocorrer tudo junto e misturado, a Copa começa no dia 20 de novembro e vai até o dia 18 de dezembro. Isso pode ajudar, mas também atrapalhar o comércio. Estão previstos jogos do Brasil nos dias 2 e 10 de dezembro, datas importantes para as vendas que podem sair prejudicadas por conta dos horários especiais e diferenciados. As lojas vão parar, os consumidores vão para a frente da TV. Isso pode provocar um curto circuito no nosso planejamento”, afirma. Este lojista projeta um crescimento entre 5% a 8%, repondo o cenário de inflação.
Do ramo de presentes, lembranças e acessórios, outra lojistas entrevistada analisa: “A procura e a expectativa dos consumidores para a Copa do Mundo ainda está um pouco tímida. Nós vendemos muitos produtos em verde e amarelo, mas por conta das eleições e não dos jogos. Vamos acompanhar nos próximos dias”, diz.
“Para nós, a Copa do Mundo é algo pontual. Por isso, temos trabalhado com promoções o ano todo. É claro que dá uma aquecida, mas a gente tem que manter os pés no chão, tanto com os consumidores quanto com os fornecedores”, argumenta.
(Com informações da assessoria)




