Sem infraestrutura: Prefeitura quer criar agora o 4º loteamento popular nesta gestão

Desta vez, Município quer comprar uma área na zona rural nas proximidades do Residencial Altamirando, com 36,2 hectares

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Desde o ano passado, Município tem intensificado compra de áreas para loteamentos sem infraestrutura (Foto – Arquivo)

Mais um loteamento para famílias de baixa renda deve ser criado pela Prefeitura de Rondonópolis. O pedido de autorização junto à Câmara Municipal para que a Prefeitura adquira a área entrou na ordem do dia da sessão ordinária de ontem (31), mas foi retirado da pauta.

O Município quer comprar uma área na zona rural nas proximidades do Residencial Altamirando, com 36,2 hectares.

O loteamento deve seguir as mesmas definições dos demais já criados na cidade. São lotes que serão distribuídos para famílias de baixa renda sem infraestrutura básica.

Este será o quarto loteamento que a Prefeitura pretende criar na cidade com o mesmo modelo. Na última segunda-feira (29), a Câmara Municipal aprovou em segunda votação o projeto de lei 255/2022, autorizando a Prefeitura a adquirir uma área de 44 hectares para a construção de mais um loteamento sem infraestrutura básica.

A área está localizada nas proximidades do Loteamento Alfredo de Castro II, que já conta com várias famílias vivendo no local em moradias precárias e ainda sem infraestrutura.

Em 2021, o prefeito José Carlos do Pátio criou o Loteamento Maria Amélia de Araújo, prometendo que dessa vez cumpriria com as leis que obrigam que os novos loteamentos possuam a infraestrutura básica, mas somente depois de mais de um ano sem ter sequer água tratada para beber, tomar banho e para higiene, é que a população do local começou a receber rede de drenagem e de água, além da rede de energia elétrica.

Até hoje, a população ainda padece com dificuldades causadas pela ausência de creches e escolas na região, assim como com a falta de asfaltamento nas ruas e com a precariedade do transporte coletivo, que vai apenas algumas vezes ao bairro.

 

 

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Situação parecida acontece no Alfredo de Castro II, cuja população até hoje não conta com o mínimo de infraestrutura, como água tratada e energia elétrica. Novamente, a promessa era a de entregar o novo loteamento com a infraestrutura mínima exigida por lei, o que não ocorreu.

Obras estão previstas para serem feitas no Alfredo de Castro II, como rede de água e esgoto, drenagem e pavimentação e implantação da rede elétrica, porém os serviços não foram concluídos e várias famílias já moram no local.

 

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2 COMENTÁRIOS

  1. Não comento mais sobre o processo de favelização de Rondonopolis perpetrado por Zé do Patio com a conivencia dos vereadores. Não há nada a ser feito, essa é a realidade. Não devemos esperar nada de politicos, mas o que surpreende é a falta de ação do poder judiciario em barrar tal insanidade. Uma ferrovia importante pode ser barrada pela justiça, mas a criação de uma favela não pode? Dou graças a Deus de ter conseguido me mudar de Rondonopolis para Santa Catarina. Rondonopolis jamais será uma cidade urbanisticamente desenvolvida e bonita, jamais.

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